Viktoria Komova volta a competir

A vice-campeã olímpica Viktoria Komova retornou às competições internacionais com resultado bastante satisfatório. A ginasta russa de 19 anos de idade, saiu do Csanýi Cup, competição que rolou em Budapeste, na Hungria, com o ouro no individual geral somando 55.900 pontos, outro ouro na final de barras (15.150), ouro na trave (13.300) e uma medalha de prata no solo (13.400).

No primeiro dia de competição, onde foi disputado apenas a final do individual geral, Komova começou em sua especialidade, as barras, com uma ótima execução nos voos e pequenas falhas nas piruetas e lançamentos, alcançando um 14.600 (6.3 de D). Na trave, passou sem grandes problemas, com apenas um desequilíbrio considerável na aterrissagem de seu giro com perna a 180 graus, e onde optou por terminar a série de forma segura e sem riscos de lesão, com um mortal esticado vindo de dois flic flacs. Os únicos elementos da série olimpica de trave que ela não arriscou foram a saída de Patterson e o twist grupado (ou arabian), ambos elementos de alto grau de dificuldade e que podem forçar muito o tornozelo, local onde a ginasta passou por uma cirurgia no começo do ano. No entanto, sua série de trave teve uma novidade em relação às Olimpíadas: a volta do duplo giro ao invés da cortada simples. Com essa série, Viktoria arrancou um 13.600 da arbitragem (4.9 de D). A maior surpresa veio no solo, onde a ginasta apareceu com uma série simples, mas muito bem executada e com todas as exigências cumpridas, com apenas uma falha considerável no final da série: pisou com um pé fora do tablado na saída de duplo carpado. Viktoria mesmo assim obteve a segunda maior nota do solo da competição com um 13.400 (4.9 de D). No salto ela novamente optou por se poupar e não arriscar muito, saltando um excelente Yurchenko com uma pirueta com aterrissagem cravada e apenas sete décimos de descontos (14.300 de nota final).

A atleta contrariou as previsões de Valentina Rodionenko, que aguardava o retorno de Komova às competições internacionais apenas em 2015, mais provavelmente no Campeonato Europeu. Komova chegou a correr atrás da vaga de especialista para a equipe russa no Mundial desse ano, mas sua participação foi vetada pelos médicos, porque, segundo Andrei e Valentina Rodionenko, apesar da ginasta ter sido campeã nacional nas barras isso não era suficiente pra colocá-la na equipe. Viktoria não pôde participar do Mundial porque precisaria recuperar seu salto competitivo (um Yurchenko com dupla pirueta no mínimo) e sua série de trave com todas as exigências, sendo que a ginasta havia começado a treinar trave a apenas duas semanas antes do nacional, que aconteceu em agosto.
Confira os vídeos das séries de Komova nesse Campeonato!
Salto
Barras assimétricas
Trave
Solo
Texto de Stephan Nogueira.

Postagens Recentes

  • ginástica

UPAG PAGU define calendário da ginástica pan-americana para 2025

Agenda começa em maio com a ginástica de trampolim e encerra em novembro com a…

  • Notícias

Obrigado Zanetti! Ídolo do esporte brasileiro encerra carreira

Com duas medalhas olímpicas no peito, ginasta escolhe se aposentar aos 34 anos Crédito: Um…