Visa Championships!
7 de junho de 2012Resultados masculinos Visa Championships – 1º dia
8 de junho de 2012Demorou mas saiu! O assunto já deu o que falar aqui no blog, e até agora eu não tinha manifestado minha opinião… Enfim, no meio da correria e falta de tempo, hoje é feriado! E antes tarde do que nunca, né gente?
Arthur Zanetti
Arthur foi ouro. Ótimo! Mais um ouro pro Brasil. Mas, o que me preocupou dessa vez, foi a nota final de 15,575. Apesar de ter sido o melhor ginasta, essa não foi a melhor série de Arthur. A execução não foi das melhores (comparando ele com ele mesmo) e houveram vários balanços de cabos. Desde o Meeting, a série dele teve o valor de dificuldade aumentado em 3 décimos: passou de 6,5 para 6,8. No Meeting, esse aumento de dificuldade teve resultado na nota final: o costumeiro 15,600 pulou para 15,900! Suficiente para Zanetti ter sido ouro no último mundial. Mas não foi o que aconteceu em Maribor…Ok, acho que não é nada tão “alarmante”. Na verdade, estou tão acostumado a ver execuções de 9,100 para Arthur que esse 8,775 me assustou um pouco…
Adrian Gomes
Adrian fez o papel dela. Poderia até ter sido ouro na trave se não tivesse perdido duas ligações durante a série: ela não ligou a reversão sem mãos com o flic + layout (não bonificou 0,2) e nem a cortada com o mortal lateral (não bonificou 0,1). E, além disso, teve um desequilíbrio muito grande no mortal lateral… Adrian quase entrou para a final de salto. Analisando a nota do segundo salto, provavelmente ela teve uma queda. Poderia ter medalhado nesse aparelho também. Na paralela, acho a série de Adrian simples, mas muito bem montada. A série é rápida e cumpre com todas as exigências. O foco agora seria melhorar a execução. Ela conseguiu tirar um 13,700 no Circuito Caixa esse ano, 0,5 a mais que em Maribor. 13,700 seria uma boa nota para o Brasil em Londres…Um detalhe que não mudaria a série de Adrian e aumentaria a nota de partida em 0,2: quando ela faz a passagem de mortal esticado com meia volta da barra alta para a baixa, ela sobe de volta com a chinesinha com o pé na barra (por assim dizer). Se ela subir de volta com a chinesinha mesmo, sem o pé na barra, ela ganharia uma bonificação de 0,1 e contaria mais um C na série, ao invés de um B, e ganharia mais 0,1 . Dessa forma a nota D seria de 5,2 e não 5,0, como foi em Maribor.
Daiane dos Santos
Bom gente, aqui está a maior polêmica de Maribor! rs…Pelo menos foi aqui no blog…Bom, eu sou um grande fã da Daiane. Ela é, sem dúvidas, a melhor acrobata que a ginástica já teve! A série que ela fez em Pequim, com todas aquelas linhas acrobáticas, é a série que ginasta nenhuma vai conseguir executar. Pelo menos nos próximos 2 ciclos olímpicos… Entretanto, essa série de Maribor, foi a pior série que eu já vi ela fazer! Uma pena. Eu nunca vi Daiane faltar em acrobacias…Se você pensar que em Tóquio ela terminou a série de duplo esticado, em Maribor ela terminou de duplo carpado, chegou com o tronco baixo e deu um passo largo para frente! Eu nunca vi isso acontecer! Daiane, aparentemente, está fora do peso. Não vou julgá-la por isso, principalmente porque, no treinamento, existem periodizações, e pode ser que o auge da forma física e técnica dela esteja preparado para uma data mais próxima dos Jogos. É difícil analisar essas questões. Mas, particularmente, achei essa série mal montada. Essa nova linha acrobática, de pirueta e meia ao passo para o duplo grupado, bonifica apenas 0,1. Se a intenção for fazer um tuskahara grupado ou um duplo twist grupado ao invés do duplo grupado, bonificaria 0,2. Aí sim seria interessante…mas arriscado! Daiane sempre tem desvio de direção nas acrobacias e, nessa sequência, pode ser que ela acabe pisando de fora do tablado, como aconteceu em Maribor. Uma sequência de dois flic sem mãos para o duplo twist grupado bonificaria em 0,2 e seria menos arriscado, já que ela teria menos desvios e não pisaria de fora. Sem contar que ela já realizou essa sequência antes, e era excelente!
Renato Oliveira
Esse ginasta é mais uma prova de que a ginástica artística masculina do Brasil está caminhando para ficar entre as top 12 equipes do mundo. Renato é um ginasta novo, que ainda não está no auge, e já apresenta ótimas séries. No solo ele teve a maior nota de partida da competição. Apesar de ter tido um erro grande durante a série, ainda conseguiu ficar com o bronze. No salto ele executou saltos simples porém é visível o potencial de evolução dos dois saltos que ele apresentou. Acredito que em 2 ou 3 anos ele possa estar bem melhor que agora, podendo até representar o Brasil em campeonatos de maior relevância. O Brasil sempre está passando por renovações no masculino. Não temos “buracos” nas categorias. Temos ginastas para “estrearem” em execelente forma todo ciclo olímpico! Tudo indica que o Brasil contará com uma equipe completa nos próximos jogos e mais: acredito em uma final por equipes no Mundial pré-olímpico. Pode ser um sonho, mas acredito que estou sendo realista.