Situação do Flamengo e ginastas pode ser passageira

Os fãs da ginástica do Brasil dormiram indignados. Mas a indignação dos ginastas só aconteceu hoje de manhã. Isso porque eles foram os últimos a descobrirem que estavam sendo demitidos. Daniele Hypólito, Jade Barbosa, Diego Hypólito, Sérgio Sasaki, Caio Souza e Petrix Barbosa tiveram seus contratos finalizados temporariamente. Belo presente de aniversário para Petrix Barbosa, que completa anos hoje.

O clube alega não ter dinheiro para manter os esportes olímpicos. Juntos com a ginástica, judô e natação também “rodaram”. As categorias de base e escolinhas serão mantidas. Essa é a única forma de tentar ver um lado positivo da história: pelo menos Keli Kitaura, treinadora juvenil, e suas ginastas, promessas para 2016, continuam no clube. A coordenadora da ginástica feminina do Brasil, Georgette Vidor, está, nesse momento, em uma reunião com o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paz, para tentar com ele uma solução que remedie o problema. Pelo menos por enquanto.

A situação em que o clube estava, quando a nova gestão assumiu, era bem complicada. E ainda é. A prestação de contas da antiga gestão não é aceita desde 2011. O patrocínio da Petrobras foi rompido porque o clube não estava com as certidões negativas em dia. Foram criados institutos para captação de recursos para manter os atletas, mas isso foi só um remedinho para a dor de cabeça. O que nova gestão pretende fazer é curar a enxaqueca.

Fizeram uma avaliação financeira total do clube e chegaram à seguinte conclusão: se as coisas continuarem da forma como está, o Flamengo entrará em colapso em agosto. A solução imediata do clube foi o corte de mais de 200 funcionários, entre eles estão os nossos ginastas e técnicos. E parece que cortarão mais funcionários ainda. A intenção é “limpar” o clube e voltar mais forte depois da crise. Querem colocar as certidões negativas em dia e fechar com novos patrocinadores. Uma das empresas já interessadas em fechar com o clube é a Sky.

Existe um projeto maravilhoso para a reforma do ginásio. Uma ampliação para frente, para funcionar apenas a escolinha, e o ginásio de treinamento ficaria, e teria duas marcas de aparelhos: Gymnova e Spieth. Dependendo da competição que fossem participar, os atletas alternariam o treino nas marcas. Uma academia de musculação seria feita no segundo andar, que poderia ser usada tanto para os atletas da ginástia quanto do judô.

O que aconteceu de errado e injusto na história toda foi o fato de terem avisado do corte em cima da hora. Sem mais nem menos. De forma brusca. Imagina você acordar com notícia que foi demitido? Foi isso o que aconteceu. E foi esse o maior erro do clube.

De acordo com as informções que recebi, chego a conclusão que o corte nos gastos foram necessários para o clube, mas que estão trabalhando para que tudo volte ao normal o mais breve possível. Aparentemente, os novos diretores do Flamengo têm ideais sérios, que traçam um objetivo final bem melhor para todos os esportes. Mas repito: apesar de terem boas intenções para o clube, não deveriam ter tratado atletas e técnicos da forma como aconteceu. Era a hora de apresentar todo o plano de trabalho, todos os objetivos e sonhos para o clube, e cruzar os dedos pela compreensão de todos.

Os ginastas ainda recebem uma verba/salário de um dos institutos do clube. A verba conseguirá manter o valor até o mês de agosto, quando acaba o dinheiro. Sei que não é fácil, mas tenho esperança que eles continuem treinando no clube e recebendo essa verba até que ela acabe. E torço para que até lá a reforma do ginásio tenha acontecido, e que ginastas e treinadores tenham suas situações normalizadas. E espero que o COB e a CBG se atentem para essa situação. A situação do país sede dos Jogos Olímpicos.

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