A seleção masculina de ginástica artística fez história nesta terça-feira (25) em Guadalajara. A equipe brasileira faturou o ouro por equipes, a primeira do país na história dos Pan-Americanos. A prata ficou com Porto Rico e o ouro com os Estados Unidos.
As apresentações da ginástica artística masculina começaram hoje com a final por equipes e a classificatória individual nos seis aparelhos: solo, cavalo com alças, argolas, salto sobre a mesa, barras paralelas e barra fixa.
O conjunto brasileiro, formado por Francisco Barreto, Petrix Barbosa, Péricles Fouros, Diego Hypolito, Arthur Zanetti e Sérgio Sasaki, alcançou 346,100 pontos após os seis aparelhos e terminou na primeira posição.
A prata ficou com Porto Rico, que anotou 344,850 pontos, e o bronze com os norte-americanos, que terminaram a apresentação com 342 pontos.
A vitória do Brasil foi dramática e conquistada apenas na última nota, com uma apresentação impecável de Diego Hypolito no solo. O brasileiro alcançou 15,600 pontos, a maior nota entre todos os competidores no aparelho.
A seleção verde-amarela se apresentou no segundo grupo do dia, junto com os porto-riquenhos. Já os norte-americanos se apresentaram mais cedo, no primeiro grupo. Por isso, quando entraram no tablado à noite, a missão da seleção era bater a marca dos EUA.
O Brasil começou a superar a nota dos norte-americanos logo no primeiro aparelho, o cavalo com alça, mas via os porto-riquenhos se aproximar no placar, ameaçando o ouro verde-amarelo.
A sorte do Brasil começou a mudar quando dois ginastas porto-riquenhos caíram nas barras paralelas, deixando a equipe caribenha mais de três pontos atrás dos brasileiros no aparelho.
Diferente da equipe feminina, que deu um show de tombos ontem, os meninos do Brasil caíram apenas uma vez. O deslize foi cometido por Francisco Barreto, na barra fixa, que conseguiu apenas 12,750 pontos. Mas como cada conjunto pode descartar uma nota, o Brasil terminou o aparelho com a pontuação de 55,450, ficando atrás dos norte-americanos, que anotaram 57,800, e dos porto-riquenhos, que arrasaram e terminaram com 58,600 pontos.
Outro destaque do Brasil foi o ginasta Arthur Zanetti nas argolas. Atual vice-campeão mundial no aparelho, Zanetti alcançou a nota 15,550, a maior entre todos os competidores. Com isso, o Brasil chegou a 57,300 nas argolas e terminou, ao lado dos EUA, com a maior pontuação no aparelho.
O conjunto verde-amarelo também fez a maior nota no salto, com 62,800 ao total, deixando para trás os rivais norte-americanos (62,050) e porto-riquenhos (61,950).
No individual geral, o destaque foi o ginasta Sérgio Sasaki, que ficou com a maior nota do dia na somatória de todos os aparelhos (87,700). Em segundo lugar ficou o colombiano Jorge Hugo Giraldo (86,550) e, em terceiro, o porto-riquenho Luis Vargas (86,500).
Diego Hypólito comemorou muito a conquista inédita.
– Esse é um resultado histórico para a ginástica brasileira, chegamos a um nível que não tínhamos antes. Sonhava com esse ouro e estou muito contente. Estamos de parabéns e vamos comemorar muito.
Fonte: r7.com
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