O Brasil cumpriu com seu maior objetivo no Campeonato Pan-Americano: classificar as duas equipes para os Jogos Pan-Americanos de Lima em 2019. Com a equipe principal no feminino e desfalques no masculino, as seleções se portaram muito bem e mostraram potencial para uma ótima apresentação no Mundial de Doha, que acontece no fim do mês que vem.
Masculino
A seleção masculina, sem Arthur Nory e Arthur Zanetti, terminou a final por equipes na terceira posição. A conquista do ouro ficou muito próxima e não aconteceu especialmente por conta da série de cavalo com alças de Lucas Bittencourt, que pontuou apenas 9,767. Foi algo incomum e fora do esperado, visto que Lucas nunca pontuou uma nota tão baixa, principalmente em competições por equipes. Levando em consideração os 12,700 que conseguiu na série classificatória, o Brasil já subia para a primeira posição nessa final (subiria de 243.301 para 246.234, quase três décimos acima dos Estados Unidos, equipe campeã com 246 cravados).
Luis Porto é um atleta muito talentoso e já tem ótimas pontuações no solo e salto. Com mais maturidade corporal e emocional, além dos treinos, pode figurar entre os melhores do mundo nesses aparelhos. Entretanto, o momento atual ainda pode não ser o dele, que terá que enfrentar Lucas Bittencourt e o próprio reserva Péricles Silva na disputa por uma vaga.
Entre os candidatos à equipe, Zanetti tem atualmente o melhor solo e continua com a melhor série de argolas. Além disso voltou a se apresentar no salto com dois saltos diferentes. Nory, mesmo sem ritmo de competição, é o generalista que a equipe precisa, e individualmente continua com chances no solo e barra fixa. A escolha para Doha com certeza gira em torno desses atletas, a não ser que algo grave aconteça.
Feminino
A seleção feminina foi composta pela equipe principal: Jade, Flávia, Lorrane, Rebeca e Thais. Daniele foi a reserva. Provavelmente essa configuração deve permanecer até Doha. Lembrando que Simone Biles não fazia parte da equipe americana do Pan, a diferença entre a equipe brasileira e a americana foi diminuída consideravelmente. Vale lembrar que a nota do Brasil foi muito próxima da Rússia no Campeonato Europeu, sendo que no Europeu as russas fizeram a competição da vida!
1 – Rebeca conseguir saltar a dupla e firmar a saída de sola full + tsukahara (provavelmente esse ano ainda não fará solo e trave);
2 – Lorrane conseguir saltar dupla, aumentar a dificuldade no solo e melhorar a execução nas barras;
3 – Thais firmar as séries de solo e trave, mostrando todo o potencial que tem.
Dessa forma, a equipe consegue bater de frente com suas adversárias diretas esse ano, principalmente Japão, França e Canadá, e conseguir uma vaga na final por equipes em Doha. Assim, em uma final onde todas as notas contam, é possível sonhar com uma boa colocação entre as cinco primeiras equipes. Lembrando que as equipes ouro, prata e bronze na final desse ano estarão automaticamente classificadas para os Jogos de Tóquio.
Post de Cedrick Willian
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