Quais as chances da equipe feminina do Brasil na China?

Em 2010, a equipe feminina do Brasil deu o seu primeiro para trás desde o fim da seleção permanente. Estávamos acostumados com uma equipe forte, sempre com chances de entrar para a final, mas o Brasil acabou terminando a competição em 10º lugar, atrás até da Holanda.

Entretanto, o Mundial não foi de todo ruim. Jade Barbosa se classificou para a final de salto e acabou terminando com um bronze, o segundo bronze em Mundiais de sua carreira e um resultado inédito para o Brasil. Resultado individual memorável, mas como equipe o Brasil havia perdido sua qualidade.

A situação em 2010 era muito diferente. Cada ginasta treinava em seu clube, com o seu treinador, com o seu método. A seleção permanente havia acabado e não houve renovação na seleção. Hoje o sistema de treinamento ainda é parecido: cada ginasta continua treinando no seu clube, mas a direção de Alexander Alexandrov é a novidade que está dando certo. A renovação chegou, o Mundial será competido por 4 ginastas estreantes e uma 10ª colocação por equipes não seria nada mal.

Chances reais


Equipe

Impossível pensar nessa equipe fora do Mundial Pré-Olímpico no ano que vem. Impossível pensar nessa equipe fora das 24 melhores esse ano. O Brasil tem total condições de ficar entre a 12ª e a 15ª colocação. Uma colocação atrás dessas posições seria algo inesperado para todos. Apenas uma competição muito ruim faria isso acontecer.

Daniele Hypólito

Daniele Hypólito, sem errar suas séries, tem condições de estar presente na final individual geral. Mas, de forma alguma, pode cometer falhas. No Sul-Americano, Daniele teve erros e nem entrou no pódio da final individual geral. A chance é real mas pode escapar.

O que pode acontecer


Equipe

A equipe feminina pode figurar entre a 8ª e 12ª colocação. Países como Austrália, Holanda e Canadá estão fracos esse ano. Se a equipe brasileira competir sem erros, garante boas notas que podem aguardar os outros países competirem com uma boa ansiedade.

Daniele Hypólito

Nessa competição é impossível um pódio para Daniele no individual geral, mas notas em torno de 14 no solo, salto e trave, e algo em torno de 13.300 na paralela talvez a coloque entre as 15 primeiras no ranking da final. Daniele também está com uma série forte de trave. Se bem executada, pode ficar próxima das 8 finalistas.

Estreantes

Nenhum resultado individual é esperado das estreantes. Não há nenhuma pressão significativa em cima delas. A intenção do Brasil, nesse Mundial, é classificar a equipe para o Mundial do ano que vem e está claro que isso vai acontecer. A parte boa é que, competindo sem pressão, algumas podem até se destacar. Duas ginastas que, competindo bem, podem conseguir uma final, seria Julie Kim ou Letícia Costa no individual geral. Letícia foi 3ª reserva dessa final no Mundial do ano passado e esse ano ela está um pouco melhor. Julie conseguiu superar Daniele no Sul-Americano. É possível uma surpresa em que mais uma ginasta brasileira acompanhasse Daniele na final.

O Brasil estreia com a equipe feminina no Mundial nesse domingo às 02:30. Fica a nossa torcida!

Foto: Ricardo Bufolin / CBG

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