Projeto de ginástica artística no Paraná começa a dar primeiros frutos

Em dezembro do ano passado, duas ginastas
brasileiras da categoria juvenil foram para a Rússia disputar a Voronin
Cup, evento que reuniu 130 atletas de 27 países, e voltaram de lá com
resultados expressivos. Mariana Oliveira e Ana Flávia do Espírito Santo
conquistaram quatro medalhas na competição, uma das mais fortes do
mundo. Além do sucesso, as duas também partilham da mesma origem: são
ginastas apoiadas por uma parceria entre a Federação Paranaense de
Ginástica (FPRG) e o Movimento LiveWright.

Iniciado oficialmente
em março do ano passado, o projeto de ginástica artística, que tem por
base o Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba, se divide
entre o apoio a atletas de alto-rendimento e projetos sociais no
interior do estado. Ao todo, são 18 ginastas, de 10 a 20 anos, que são
treinadas no Cegin sob a supervisão do ucraniano Oleg Ostapenko, que
revelou Daiane dos Santos e ajudou a levar a ginástica nacional a um
patamar mais alto.

Dona de cinco medalhas de ouro em Olimpíadas, a
ex-ginasta bielorrussa Nellie Kim é a conselheira internacional da
parceria. Foi a influência dela e de Oleg que ajudaram a alinhavar o
convite para a disputa da Voronin Cup em Moscou.

– Damos apoio
médico, fisiológico, uma bolsa-auxílio, toda a estrutura que as ginastas
precisam. Em menos de um ano, já conquistamos sete títulos
internacionais – ressalta a coordenadora-geral do projeto, Karina
Blanck.

Em um período de transição na ginástica nacional, a
parceria entre a FPRG e o Movimento LiveWright desponta como uma fonte
de novos talentos para os próximos ciclos olímpicos. Em Londres-2012,
três ginastas que treinam com a equipe foram convocadas para a Seleção
Brasileira – Harumy de Freitas, Bruna Leal e Ethiene Franco – e a
expectativa é que esse número aumente nas próximas edições dos Jogos.
Entre as candidatas estão Mariana e Ana Flávia, que já entregaram seus
cartões-de-visita na competição em Moscou.

– Meu objetivo para a
carreira é ganhar medalhas em Olimpíada. Não sei ao certo quando estarei
no auge técnico e físico. Talvez quando chegar aos 17 anos, em 2016 –
estima Ana Flávia, de 13 anos.

ESCOLAS DE TALENTO ATENDEM 200 CRIANÇAS NO INTERIOR DO ESTADO

Em
paralelo ao trabalho de alto-rendimento na capital paranaense, a
parceria FPRG/LiveWright também leva a ginástica artística ao interior
do Paraná. Através de convênios com oito prefeituras, que cedem espaço
para a instalação das Escolas de Talento, o projeto atende a 200
crianças de 5 a 9 anos.

– Nas escolas, nosso trabalho tem um
aspecto mais social. Por ora, procuramos expandir essa atuação dentro do
estado, mas estamos abertos a parcerias de fora também – explica Karina
Blanck.

Os recursos para manter o projeto são captados através da Lei de Incentivo ao Esporte e patrocinadores privados.

O QUE É O LIVEWRIGHT

Fundado
por um grupo de empresários em 2011, o movimento tem por ideal
desenvolver o esporte olímpico brasileiro. Sem fins lucrativos, o
LiveWright deseja preparar campeões a partir dos Jogos de 2016 e deixar
para o esporte brasileiro um legado de profissionalismo e gestão
competente.

Fonte: http://esportes.opovo.com.br/app/esportes/minuto/2013/01/19/noticiaminutol,2496835/projeto-de-ginastica-artistica-no-parana-comeca-a-dar-primeiros-frutos.shtml

Postagens Recentes

  • ginástica

UPAG PAGU define calendário da ginástica pan-americana para 2025

Agenda começa em maio com a ginástica de trampolim e encerra em novembro com a…

  • Notícias

Obrigado Zanetti! Ídolo do esporte brasileiro encerra carreira

Com duas medalhas olímpicas no peito, ginasta escolhe se aposentar aos 34 anos Crédito: Um…