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A brilhante carreira de Larissa Latynina
10 de fevereiro de 2017
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Austrália tem novo treinador
18 de fevereiro de 2017GRÃ-BRETANHA
Não há como negar que a equipe britânica foi uma das maiores surpresas do último ciclo olímpico. A equipe feminina desbancou a Rússia na final por equipes do Mundial de Glasgow em 2015, terminando com o bronze e a primeira medalha por equipes num campeonato mundial. Além disso, finalizaram os Jogos do Rio em 5° lugar na final por equipes e com um bronze no solo de Amy Tinkler.
As características dessa equipe de sucesso foram a força e potência, com ginastas extremamente acrobáticas, mas que deixaram a desejar na parte artística. Entretanto, as grandes revelações britânicas para esse ciclo possuem um trabalho diferente.
Por isso, é importante destacar que a nova geração britânica apresenta uma ginástica mais limpa, plástica e com menos grau de dificuldade. Alice Kinsella e Maisie Methuen são as apostas britânicas do GBB para esse ano, sem deixar de valorizar as veteranas Ellie Downie e Tyesha Mattis.
Alice Kinsella
Protagonista da equipe juvenil britânica no ano passado, Alice Kinsella é uma ginasta limpa e bastante versátil, sendo a consistência chave para o sucesso do grupo e individual no Campeonato Europeu em Berna, com 3 medalhas de prata. No solo, apresenta ótimas dificuldades, incluindo uma tripla, sequência indireta de 1 1/2 ao passo + dupla e meia e duplo em Y. Nas barras, sola com meia + Jaeger, sola com pirueta + Pak, Maloney + shootover. Na trave: duplo giro, estrela sem mãos + layout e saída em dupla e meia. No salto, executa um bom FTY.
Maisie Methuen
Nascida no País de Gales, Maisie Methuen também tem um ótimo potencial para o individual geral. Limpa em todos os aparelhos, já apresenta algumas dificuldades e pode ser uma adição interessante à seleção adulta. Na trave, seu melhor aparelho, elementos como duplo giro, flic + layout + layout, cortada em arco, reversão sem mãos + salto anel, Onodi e dupla e meia. Nas barras, sola com pirueta, maloney, tkachev e saída em tsukahara. No solo, dois duplos muito altos e dupla frontal. No salto, mortal carpado com meia bastante fácil.
Tyesha Mattis
Lesionada e fora do Campeonato Europeu de 2015 em seu primeiro ano senior, Tyesha ainda não teve a chance de mostrar todo seu excelente potencial. Ainda em 2015 e antes da lesão, foi campeã britânica de trave e barras assimétricas com excelentes séries. Ao lado de Ellie Downie, era uma grande esperança da ginástica britânica para os Jogos do Rio, campeonato que também ficou fora por não ter se recuperado a tempo.
Possui excelentes acrobacias no solo (duplo com dupla e sequência de pirueta e meia ao passo para a tripla), mas peca nos elementos de dança. Sua trave é bem firme e segura, e conta com uma sequência de flic + 2 layouts e flic + pirueta grupada. Nas assimétricas, apresenta a complexa sequência de oitava à parada com pirueta + tkatchev + gienger, enquanto no salto já apresentou o yurchenko com dupla pirueta.
É provável que esse ano consiga voltar ao individual geral, não com a mesma qualidade de antes da lesão, mas talvez o suficiente para competir no Mundial esse ano, quando a maioria das veteranas não apresentam o mesmo ritmo de treino do ano passado.
Ellie Downie
Ellie talvez tenha sido uma grande decepção olímpica, principalmente para si mesmo. Tinha potencial para várias finais nos Jogos do Rio, mas teve que se contentar apenas com a final por equipes e individual geral, enquanto poderia ter sido finalista de trave, solo e terminado entre as 10 melhores no individual geral. Claro que não podemos ignorar a queda que teve no solo durante a classificatória, que acabou desestabilizando a ginasta, uma queda perigosa de pescoço.
Competiu muitíssimo bem na Copa do Mundo de Osijek em 2016, conquistando o ouro em todas as finais com nenhuma nota abaixo de 14,500. E, para esse ano, notas assim seriam muito interessantes no Mundial do Canadá. Resta saber se Ellie não deixou o rendimento cair tanto desde o fim dos Jogos. Provavelmente será uma das escaladas para competir no Europeu em abril, onde teremos uma visão mais clara do sucesso que realmente pode conseguir esse ano.
Post de Cedrick Willian e Nadia Carim
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