JAPÃO
Em uma crescente impressionante desde os Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, a equipe feminina do Japão começa 2017 com grandes promessas juvenis que estreiam na categoria adulta e veteranas que podem surpreender. Esse ciclo é importantíssimo para o Japão, ciclo que será finalizado com os Jogos Olímpicos de Tóquio, quando as equipes estarão competindo em casa em um dos esportes que mais deu medalhas olímpicas para o país.
Em 2008, a equipe feminina terminou numa inédita 5ª colocação. Em 2012, se classificaram em 6° para a final por equipes e terminaram em 8°. E foi no ano passado, nos Jogos do Rio, que a equipe teve sua melhor colocação: com 174,371, a equipe terminou em 4° lugar, menos de 2 pontos atrás da China, que ficou com o bronze.
A posição conquistada nos Jogos do Rio mostra a força evolutiva da ginástica japonesa, que além dos bons resultados olímpicos também conquistou ótimos resultados nos últimos mundiais. Espera-se um trabalho ainda mais aprimorado até 2020, onde o ciclo olímpico poderá ser finalizado com uma medalha.
Natsumi Hanashima
Com boas linhas corporais e execuções nos elementos – como a maioria das japonesas -, Natsumi Hanashima estreia na categoria sênior da ginástica artística. Aos 16 anos, a jovem ginasta é uma das apostas dos atuais técnicos japoneses: ambos eram treinadores da equipe masculina desde 2008!
Tem como especialidade salto e barras assimétricas, sendo regular em todos os aparelhos. Recentemente vem trabalhando num salto de valor 5.6 no código atual, que consiste num tsukahara com dupla pirueta na segunda fase do salto, o chamado “zamolodchikova”. Nas assimétricas possui bons lançamentos e já vem treinando uma série específica para esse ano, que conta com um jaeger carpado e tsukahara esticado de saída, ambos com o mesmo valor de dificuldade (E).
Kiko Kwajima
Aos 15 anos, Kiko Kwajima é a melhor revelação do Japão desde Aiko Sugihara e Sae Miyakawa respectivamente. Vem chamando bastante a atenção dos internautas japoneses e dos fãs da ginástica artística atual! Considerando a trave seu aparelho de destaque, a jovem ginasta executa uma série muito difícil e ao mesmo tempo muito bem executada, faltando apenas uma coreografia mais expressiva, algo que está em falta na equipe japonesa.
Aiko Sugihara
Uma das grandes revelações da equipe japonesa, disputou o mundial de Glasgow e foi peça fundamental do time japonês para a conquista do 4° lugar nos Jogos Olímpicos do Rio 2016. Especialista no individual geral (AA), Sugihara é regular em todos os aparelhos, possuindo ótimas execuções e uma linha muito bonita de apreciar.
Sae Miyakawa
Passou um 2016 meio apagado devido a não ter se classificado para a final de solo nos Jogos do Rio, onde conseguiu ser a 4ª melhor do mundo no ano anterior em Glasgow. Assim como Sugihara, Sae foi uma peça importantíssima para o resultado expressivo da equipe japonesa nos Jogos Olímpicos. Possui o melhor salto e solo da equipe, sendo seus aparelhos de maior destaque. No salto, a jovem ginasta executa dois saltos, sendo o primeiro um rudi (reversão + 1.5 pirueta na segunda fase do salto) bem executado, almejando a evolução para um cheng, de valor 6.0 no atual código de pontuação. Seu segundo salto é um yurchenko com dupla pirueta, que a partir desse ano passa a valer 5,4.
Post de Lucas Victor e Cedrick Willian
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