RÚSSIA
Enquanto a equipe chinesa era apontada para a prata, num (im)possível combate contra os Estados Unidos, a equipe russa surpreendeu: com os desfalques de Komova, Afanasyeva e quase sem recuperar Mustafina a tempo, a Rússia levou a prata olímpica por equipes numa excelente competição.
A tradição falou mais alto e a equipe conseguiu dar a volta por cima, conquistando, também, várias medalhas individuais: Mustafina foi bicampeã olímpica de barras assimétricas e se manteve no pódio do individual geral olímpico. Maria Paseka também conseguiu uma medalha no salto. Mas para esse ano, com a gravidez de Mustafina e a incerteza que paira sobre a continuidade e saúde das veteranas, como fica a situação da Rússia?
Algumas ginastas novas estão chegando à categoria adulta, mas não podemos deixar de contar com a presença de duas veteranas que ainda não competiram internacionalmente com todo o potencial que podiam: Angelina Melnikova e Natalia Kapitonova.
Angelina Melnikova
Em 2016, teve um começo de ano excelente nas competições nacionais. Com séries difíceis e execuções lindíssimas, dignas de russa, Melnikova conseguiu passar dos 60 pontos no individual geral do Nacional Russo em abril; foi campeã européia por equipes (contribuindo em todos os aparelhos) e conseguiu 59,525 no individual geral da Russian Cup no fim de junho. Entretanto, até os Jogos do Rio, seu rendimento baixou. Nas competições individuais, era esperada uma briga pelo pódio individual dos Jogos e outro na trave, mas a ginasta estava visivelmente cansada. Com notas acima de 15 na trave e barras assimétricas, um yurchenko com dupla pirueta no salto e um solo com grandes acrobacias, saltos e giros, Melnikova pode se redimir esse ano. A ginasta tem tudo para chegar no Canadá como uma das principais candidatas ao ouro no individual geral, mas tudo vai depender de como será planejado seu treinamento até lá. O Mundial pós-olímpico sempre está “em aberto”, e Melnikova pode ser a ginasta que fará a Rússia brilhar nos pódios esse ano.
Natalia Kapitonova
Brilhante tanto em dificuldade quanto em execução nas barras assimétricas, Natalia Kapitonova passou o ano de 2016 como um potencial não aproveitado. A ginasta tinha tudo pra despontar como integrante da equipe russa feminina nos Jogos Olímpicos do Rio, mas ficou apenas no quase, garantindo a vaga de primeira reserva. Sua falta de experiência pode ter sido determinante na hora da escolha, já que sua principal adversária pela vaga, Daria Spiridonova, tinha títulos em Mundial e Europeu, enquanto Natalia era recém sênior. Sua série de barras incluía um belíssimo combo de stalder carpado com pirueta + Komova II + Pak + Van Leeuwen, uma sequência de alto grau de dificuldade que bonifica(va) em 0.5, o que lhe rendia notas na casa dos 15 pontos consistentemente. O solo promissor tinha como carro chefe um Tsukahara grupado de entrada e o giro Mustafina na sua montagem, enquanto sua série de trave se destacava pela complexa combinação de flic + flic + mortal esticado. Caso recupere essa série e fixe alguns detalhes, Kapitonova tem tudo pra se destacar em 2017 como a principal especialista da equipe.
Elena Eremina
Anastasia Ilyankova
Post de Cedrick Willian, Nadia Carim e Stephan Nogueira
Foto: Divulgação
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