Sexta parte da série “O que a ginástica reserva para 2014”.
GRÃ-BRETANHA
Emily Crowe
Após um ano bastante apagado por causa de uma lesão sofrida durante preparação para disputar a última edição do AYOF, Emily é a grande esperança de renovação da equipe britânica pra 2014. Destaque nas provas de trave e solo, aos 14 anos a ginasta já apresentava séries com potencial de 5.6 em ambos os aparelhos. Em sua última competição internacional, a Olympic Hopes Cup em Liberec, teve resultados pouco expressivos no geral, mas contribuiu para a conquista do título por equipe da Grã-Bretanha e alcançou a segunda maior nota do salto com um FTY.
Gabby Jupp
Gabby se tornou sênior em 2013, como principal promessa da Grã-Bretanha para o ano. Sua primeira competição foi a American Cup do ano, uma experiência importante para ganho de experiência, se apresentando muito bem. Logo após competiu no British Championships, onde foi a campeã e provavelmente o ponto mais alto da sua carreira. O próximo passo era o Campeonato Europeu, onde ela poderia fazer uma competição limpa que lhe trouxesse resultados. Entretanto, uma lesão na saída da trave a deixou fora do restante da temporada 2013. Gabby ainda tinha muito para evoluir, apesar de já apresentar bons exercícios, como o flic + layout + layout na trave; a saída de duplo esticado com pirueta da paralela e o tsukahara e duplo twist grupado no solo. Recuperada e “apenas” com suas séries antigas, consideramos Jupp como a principal ginasta da equipe britânica na equipe do Mundial esse ano.
Ruby Harrold
Ruby Harrold também se tornou sênior em 2013 e foi uma promessa britânica que vingou, apesar de não ser tão boa em todos os aparelhos. No Mundial, saltou apenas um yurchenko com pirueta e teve nota D de 5.1 na trave e 5.4 no solo. Apesar disso, tinha uma série de paralela bem original, com nota D de 6.3, que lhe rendeu uma medalha de prata em Doha, na Copa do Mundo de Ginástica Artística, e uma final no Mundial, terminando na sétima colocação. Harrold precisa evoluir um pouco mais nos outros aparelhos, principalmente salto. Apesar disso pode fazer parte da equipe britânica no Mundial esse ano, já que tem uma série de paralela que é praticamente garantida na final.
Rebecca Tunney
Foi uma ginasta promissora e essencial para a equipe britânica nos Jogos de Londres, mas teve um 2013 meio apagado e triste. Com séries mais simples e resultados bem menos expressivos, Tunney chegou ao Campeonato Mundial com chances de final de barras, seu melhor aparelho, mas acabou por conseguir apenas um 19° lugar na final do individual geral, somando menos de 53 pontos e saindo do campeonato como a ginasta britânica com o resultado mais fraco dentre as que foram para Antwerp. Sua série de barras começa com uma sequência complexa de voos, tendo um Komova II + Pak + Chow + Shootover + Passagem Ray, conexão que bonifica em 4 décimos e é o destaque da montagem que soma um 6.4 de dificuldade. Sua execução pouco polida nas piruetas e postura incorreta do corpo nas retomadas dos voos comprometem e muito sua nota E. O solo é o segundo aparelho de Rebecca, que apresenta um flic sem mãos + duplo twist grupado de entrada, sequência que bonifica em dois décimos. Tunney, apesar de arriscar nas diagonais, também apresentando uma sequência de 1.5 ao passo 2.5 de terceira passada, acaba não mostrando a mesma habilidade nos saltos ginásticos, que além de terem pouco grau de dificuldade, são realizados com pouca amplitude e postura incorreta das pernas. Por esse motivo, sua nota de dificuldade chega a no máximo 5.8. Essa nota D é a mesma que ela realiza no seu terceiro melhor aparelho, o salto, onde ela realiza um ótimo yurchenko com dupla pirueta. O aparelho mais fraco da britânica é exatamente a trave, onde ela mostra baixa dificuldade (5.6 considerando todas as ligações), inconsistência e execução ruim, principalmente nos elementos de dança.
JAPÃO
Yuki Uchiyama
Murakami Mai
Asuka Teramoto
Sasada se destaca pela originalidade em suas séries, sobretudo nas barras e trave. Na série de barras, a ginasta japonesa realiza um desloque (valor E), elemento difícil e bastante incomum nesse aparelho, que em combinação com uma série de stalders de boa dificuldade, faz sua nota D alcançar os 6.0. Na trave de equilibrio, Natsumi inova realmente com sua entrada fantástica e extremamente arriscada de rondante-mortal esticado com pirueta, que tem o valor máximo entre os elementos de trave (G). Seguindo com pouco risco nas acrobacias do resto da série, sua nota de dificuldade pode alcançar apenas 6.1 quando todos os elementos são validados, devido a falta de conexões durante a série (a única que a ginasta realiza pra bonificação é um salto cortada + salto anel, que bonifica ”apenas” em 0.1). Sua inconsistência é um outro problema sério em sua série, que costuma ter muitos desequilíbrios e execução não muito correta nos elementos de dança. Sua série de solo é composta por alguns elementos interessantes, como uma entrada de tsukahara grupado e um giro memmel, mas peca um pouco na falta de dificuldade no resto do exercício, sobretudo na parte acrobática, ela realiza apenas exercícios D’s avulsos pra compôr sua terceira e quarta passadas. Por esse motivo, a nota máxima de dificuldade da série é 5.5. O salto é de longe o aparelho mais fraco de Natsumi Sasada, com um simples (porém limpo) yurchenko com pirueta (5.0), que não tem altura suficiente pra se tornar algo mais complexo.
Texto de Cedrick Willian, Bernardo Abdo e Stephan Nogueira.
Foto: Thomas Schereyer
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