O que a ginástica reserva para 2014? – Parte 1

Dezembro chegou, e com ele chegaram também mais alguns posts da série “O que a ginástica reserva…” Você já se pegou perguntando o que a ginástica reserva para 2014? Bom, pensando nisso, o Gym Blog Brazil preparou uma lista cheia de bons motivos para você esperar ansioso pela temporada do ano que vem. Os posts da série inclui atletas já conhecidas e também aquelas que prometem estrear em 2014 com o pé direito! Então, leia com atenção e decore todos esses nomes, porque você provavelmente ainda irá ouvi-los muitas vezes!


ESTADOS UNIDOS

Amelia Hundley

Principal aquisição da equipe adulta norte-americana do próximo ano, é treinada por Mary Lee Tracy, na Cincinatti Gymnastics Academy, e tem em sua versatilidade e considerável consistência trunfos para chegar a grandes competições internacionais representando a maior potência mundial da atualidade. Integrante das seleções juvenis desde 2011, a ginasta foi um dos destaques da categoria no decorrer deste ano – 3ª colocada no P&G Gymnastics Championships. Seu ponto alto é o solo, onde consegue boas notas com um duplo esticado muito bom.

Nica Hults

Atleta do Texas Dreams, é um dos highlights de barras e trave do time de debutantes dos EUA. Vem conquistando posições de expressão nos Nacionais, sobretudo por suas pontuações superando os 14,500 em ambos os aparelhos. Hults é muito boa de trave e crava tudo, só não tem um mortal esticado muito bom. Confira essa série de 14.900.

Polina Shchennikova 

Nasceu em Moscou, mas se mudou ainda muito nova para os Estados Unidos com sua família. Polina, como sugere o nome, não foge à regra das grandes “UB workers” russas, atingindo um potencial de 6.3 de partida nesse aparelho. Entretanto, sua inconsistência tem sido um dos entraves para possíveis convocações a eventos internacionais pela seleção. Assista a série de Polina na paralela. Muito difícil, mas cheia de pequenos errinhos.

Kyla Ross

Depois de ter se afastado do individual geral e optado por competir como especialista para garantir uma vaga na equipe olímpica, Kyla voltou a competir em todos os aparelhos. Mais acostumada ao seu novo corpo, que passou por um estirão de crescimento, Kyla competiu na Antuérpia sem todas as duas dificuldades. Entretanto, com execuções que chegaria aos 10 pontos se ainda vivêssemos nos anos 90, Kyla conseguiu excelentes resultados no Mundial: foi prata no individual geral, prata na trave e prata na paralela. Tudo leva a crer que, protegida de lesões, Kyla será peça fundamental na equipe americana no ano que vem.

Simone Biles

Biles passou como um furacão em 2013, e mostrou que não tinha apenas um amanar para mostrar ao mundo. Com um potencial acrobático sem limites, batizou um novo movimento no solo (duplo esticado com meia volta), foi campeã individual geral no Mundial, campeã de solo, prata no salto e bronze na trave. A trave é seu pior aparelho (e acredito que não tenha merecido o bronze no Mundial), enquanto no salto ela ameaça ocupar o lugar até da própria McKayla Maroney. Além do fortíssimo amanar, Biles já apresenta o cheng em treinos, que também é excelente. Com certeza é uma ginasta garantida da equipe americana no ano que vem, com chances de repetir o ouro no individual geral e no solo e, quem sabe, conseguir mais um no salto.

McKayla Maroney

Maroney mostrou que pode ser boa em todos os aparelhos. Prestes ao Mundial começar, substituiu Brenna Dowell na trave e na paralela (por ordens de Martha Karolyi), e acabou competindo no individual geral. Terminou em 6º lugar com erros grandes na trave. Não fosse a regra de 2 ginastas por país, teria se classificado para a final do individual geral. Era esperado Maroney na final de solo mas, por causa de um erro da organização, que aplicou uma penalidade indevida por falta de atenção, acabou ficando de fora. No salto, Maroney mais uma vez foi campeã mundial, onde sua principal adversária foi outra americana. Sua personalidade forte e experiência nos leva a crer que será a capitã da equipe americana no Mundial do ano que vem.

Elizabeth Price 

Price tem a explosão como principal qualidade e característica apresentada em sua ginástica. Realiza com consistência e facilidade o amanar,sendo o terceiro melhor salto da equipe americana atualmente. Seu explosivo potencial também a ajuda a realizar uma série de solo com um duplo com dupla (H) e um duplo mortal esticado (F), ambos muito seguros e realizados com facilidade (D de 6.1). Mesmo tendo um biotipo atipicamente comum para uma especialista de barras, Price apresenta muito potencial nesse aparelho, treinando uma série de 6.8 de dificuldade, o que pode ajudar (e muito!) sua equipe no Mundial do ano que vem, pois trata-se do aparelho mais fraco da equipe norte americana.

Brenna Dowell 

Dowell destaca-se por sua praticamente impecável postura no solo e salto, seus melhores aparelhos. A ginasta é uma das únicas na história da ginástica artística feminina a realizar um duplo mortal carpado frontal no solo, elemento que ainda não está no código de pontuação feminino, e que se caso for realizado por ela no Mundial de 2014, receberá o nome ”Dowell” e provavelmente valerá F. Brenna também consegue executar um tsukahara esticado na mesma série, exercício de valor máximo e que abre sua série de solo que tem uma nota de dificuldade de 6.2 em potencial. Seu salto também é um amanar e costuma ser o quarto melhor dentre as norte-americanas da atual geração. Na paralela é bastante original, porém muito inconsistente: uma largada Tweddle (realizada por apenas outras duas ginastas até hoje em competições) ligada diretamente a um voo para a barra baixa de costas, bonificando em dois décimos, além de outras duas variações de tkatchev vindo do giro de sola, montam uma série de 6.4. Ponto fraco: trave, que sempre compromete sua somatória no individual geral.

Peyton Ernst

Peyton Ernst pode ser considerada como a nova boneca de porcelana da atual ginástica americana. Sua doçura, leveza e flexibilidade, além de cativar o público, também ajudam a dar um “up” no que é considerado a sua especialidade: a trave de equilíbrio. Atualmente, com o número baixo de americanas consistentes e limpas, e com séries realmente difíceis nesse aparelho, Peyton pode garantir uma vaga para o Mundial com uma certa facilidade, caso ela apresente o que ela consegue fazer na trave em 2014. Sua série tem uma excelente nota 6.7 de dificuldade em potencial, sendo 0.8 em bonificações. Sua inconsistência nesse aparelho, no entanto, é um ponto bastante crítico. O salto de Peyton é um limpo yurchenko com dupla pirueta, salto comum entre as americanas e que pode não é necessário para a equipe em uma final. Suas séries de barras e solo são regulares, sem grandes notas de dificuldades e nem execuções excepcionais, mas que contribuem para que ela seja uma das cinco melhores “all arounders” americanas na atualidade.

Texto de Bernardo Abdo, Stephan Nogueira e Cedrick Willian.

Esse é o primeiro texto de 2013 da série ” O que a ginástica reserva”. Todo fim de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.

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