ITÁLIA
Elisa Meneghini ficou na
sombra da compatriota Enus Mariani (que tornará Senior em 2014) quando alcançou
“apenas” a quarta colocação na final Junior do Individual Geral. Vale
lembrar que a atleta conseguiu o feito após sofrer uma queda, e que tem talento
de sobra para conseguir resultados expressivos em 2013, quando debutará na
categoria Senior. Elisa, que pontuou mais que Enus na soma dos quatro aparelhos
da final por equipes, e pegou todas as 6 finais em Bruxelas, já conquistou
inúmeros fãs e mantém a tradição da Itália nos últimos anos, figurando como um
dos países mais emergentes na ginástica internacional.
Elisa na trave, mostrando ótimo potencial.
GRÃ-BRETANHA
Rebecca Tunney chamou a
atenção dos fās internacionais após se tornar sênior pelo seu carisma e carinha
de criança. Em 2013 a atleta deixa de ser a caçula do time e passa a figurar
como uma das mais experientes – sim, as coisas mudam muito rápido no mundo da
ginástica! Tunney, que chamou a atençāo pelos motivos errados na American Cup
de 2012 após uma apresentação desastrosa na trave onde teve 3 quedas, provou a todos
que aquela é uma página virada, e tem se mostrado uma atleta consistente e
confiável, conseguindo a melhor classificação no individual geral de uma atleta
britânica na final dos Jogos de Londres, em casa. Ela, que é treinada pela técnica mais
bem sucedida da Inglaterra na atualidade, Amanda Reddin, tem como melhor
aparelho as barras, mas apresenta qualidades de uma
“all-arounder”.
Tuney nas barras assimétricas, sua especialidade.
Gabby Jupp, sangue novo no
time sênior, já levanta rumores de um “Silivas” no solo (ou duplo
mortal com dupla pirueta) e é também forte nos outros aparelhos. Gabby é uma
atleta forte e explosiva, e em 2012 sagrou-se campeã nacional, dominando a
competição e saindo com quatro ouros. Já um pouco mais madura desde o
campeonato Europeu de 2012, Jupp levanta expectativas quanto a elementos novos
e projeções de resultados para o time inglês.
Jupp no solo, demonstrando dinamismo e carisma.
Angel Romaeo possui boas
provas em todos os aparelhos, e mostrou estar entre as tops juvenis britânicas
em 2012, sendo a segunda melhor ginasta inglesa do individual geral nas finais
do campeonato Europeu. Se tornará Senior no ano que vem, e prova ser mais uma
boa adiçāo ao time nacional.
Romaeo na trave no Campeonato Europeu.
ESPANHA
Roxana Popa, que foi
considerada a melhor ginasta juvenil espanhola, vem com grandes projeções para
seu primeiro ano sênior em 2013. A atleta, potente e explosiva, executa um
yurchenko com dupla pirueta no salto, e possui uma personalidade marcante, que
lembra a de Alicia Sacramone, veterana do time americano.
Popa no salto.
JAPÃO
Asuka Teramoto, treinada
pela campeã européia de 2004, Alina Kozich, apresenta elementos de
alta qualidade, como por exemplo sua tripla pirueta de saída da trave e uma boa
série de paralela. A atleta promete ser um dos maiores nomes da ginástica
feminina do Japão em 2013.
A pequena Teramoto na sua série de paralela, na final do aparelho do Mundial de 2011.
Mai Murakami é uma daquelas
ginastas que só aparecem de vez enquando. Incrivelmente habilidosa e
coordenada, tem como forte o exercício de solo onde apresenta um duplo mortal
com dupla pirueta, ou “silivas”, um duplo esticado e uma tripla
pirueta na mesma série! A pequena prodígio, que tem porte físico semelhante ao
de Shawn Johnson, mostra que ainda tem talento de sobra para esbanjar carisma.
A comissão técnica surpreendeu o mundo ao deixar Murakami de fora do time
olímpico em 2012, mas esperamos que em 2013 ela tenha sua chance de brilhar em
competiçōes internacionais de alto porte.
Murakami no solo – espetacular!
UCRÂNIA
Mariya
Livchikova teve seu sonho olímpico
adiado em 2012 após sofrer uma lesão e ser cortada da competiçāo. A atleta
ucraniana, dona de uma linha impecável e séries originais, traz esperança de
volta para seus fās e levanta expectativas de que em 2013 poderá apresentar
novamente sua ginástica de alto nível e excelente qualidade. Olesya Sazonova e Darya Matveyeva
também estarāo representando a Ucrânia em 2013 como sêniors pela
primeira vez. Amabas terminaram em boas colocações no Campeonato Europeu
do ano passado, e poderão ajudar o país no campeonato mundial da Suiça.
Livchikova, em série de trave recente, onde conseguiu 15,250 em uma série com duas sequências acrobáticas pra frente!
Sazonova no solo.
Matveyeva nas assimétricas.
Texto de Marina Aleixo, da série “O que a
ginástica reserva”. Todo fim de ano faremos postagens sobre os maiores
nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será escrito
exclusivamente sobre ginastas do Brasil. Ideia original de Marina
Aleixo.