O ano de 2013 para Max Whitlock

Tradução de uma entrevista com o ginasta Max Whitlock e seu técnico Scott Hann.

Max: “2013 para mim foi inacreditável. Desde Londres (2012) até agora tem sido maravilhoso. Toda a experiência vivida nas Olimpíadas definitivamente foi daquelas que só vivemos uma vez na vida, e ao voltar de um ápice tão grande, foi difícil estar no ginásio de novo e me motivar.”

Técnico: “Eu pensei quem em alguns momentos poderia ser difícil, pensei que o Max pensaria “ok, eu consegui, eu tenho uma medalha”… Na verdade, ele estava de volta ao ginásio dois ou três dias depois, treinando pra caramba!”

Max: “Depois de Londres, eu e o Scott sentimos bastante que eu tinha que melhorar meu desempenho no individual geral, então estive trabalhando nos meus aparelhos mais fracos, tentando melhorá-los e tentando executar todos os seis da maneira mais sólida possível… E isso era algo que eu realmente queria provar este ano.”

Técnico: “O cavalo com alças era somente um bônus, e pra sempre será somente um bônus. Sim, é um bônus significativo e uma oportunidade real de medalhas, talvez a única oportunidade de medalhas, mas o objetivo que eu e o Max estamos focando agora é em ganhar uma medalha no individual geral. É tudo o que queremos conquistar.”

Max: “Foi muito significativo para mim me tornar o campeão britânico. Ser o melhor da Grã-Bretanha é uma conquista inacreditável.”

Técnico: “As pessoas que torcem por nós estão nos observando. Nós tínhamos que tentar mostrar o Max como “o ginasta número um”, por isso ganhar o campeonato britânico foi um passo muito importante.”

Max: “Atualmente é difícil entrar na equipe com tanta concorrência e ginastas fortes, por isso poder estar lá com aqueles caras é muito bom.”

Técnico: “Eu tinha dito ao Max que seria muito bom para nós conquistar uma medalha no individual geral do Campeonato Europeu. Não tínhamos certeza de como isso iria se concretizar e nem o quão possível isso seria, mas certamente era algo que consideramos.”

Max: “Me senti um pouco nervoso, porque depois das nossas conquistas nos Jogos de Londres, as pessoas esperam que você sempre se saia bem. Entrando na competição eu tentei tirar aquela pressão de mim.”

Técnico: “O Max foi lá e fez um trabalho excelente, uma competição sem falhas, e ele realmente mostrou que é um ginasta de todos os aparelhos, e de forma inesperada mostrou aquele equilíbrio entre ser um especialista de cavalo com alças e também competidor de individual geral. Foi uma competição fantástica.”

Max: “Consegui me sair bem… E fiquei extasiado com aquilo! O campeonato mundial foi maravilhoso para mim. Estar lá com os melhores ginastas do mundo, como Kohei Uchimura, e competir lado a lado com eles, foi uma experiência ótima! E voltar de lá com uma medalha de prata no cavalo com alças, um aparelho que é tão importante para mim e que eu treino tanto, foi muito bom.”

Técnico: “A pressão por ter ganho o campeonato britânico e o Europeu foi grande, e por isso havia uma expectativa em cima dele. Tínhamos que obter o equilíbrio certo em tentar aumentar a nota de partida das séries, sem colocar muita pressão nele, porque sabíamos que haveria muita pressão. Além disso, era seu primeiro Campeonato Mundial, um quadro completamente novo. Nem eu ou ele jamais tivemos que lidar com essa situação e ele conseguiu fazer isso extremamente bem. Max controlou tudo de maneira extraordinária, e foi fantástico. A experiência de competir contra Fabian Hambuchen e Kohei Uchimura foi maravilhosa e inacreditável, algo impagável. Max não quer sucesso instantâneo, ele não quer uma ou duas competições com alguns bons resultados para ir lá e aproveitar os holofotes. Ele quer se tornar uma lenda do esporte, quer ir a duas ou três Olimpíadas, ganhando medalhas em todas elas! E, por fim, conquistar uma medalha de ouro.”

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=RaXPN2wvcYk&feature=youtu.be
Imagem: Zimbio

Tradução livre de Marina Aleixo, colaboradora do blog

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