A Hungria teve seu momento de glória na ginástica artística feminina há pouco mais de 20 anos atrás, momento proporcionado pela ginasta Henrietta Onodi. Depois de Ágnes Keleti, detentora de 10 medalhas olímpicas (sendo 5 de ouro), Onodi é considerada a melhor ginasta húngara de todos os tempos, levando em conta seus títulos mundiais, europeus e olímpicos. Nota-se que estamos falamos de ginástica artística feminina! Digo isso para lembrar que a ginástica artística masculina da Hungria passa por uma fase muito boa e cheia de conquistas, tendo Krisztian Berki como o grande responsável por esse sucesso.
Há pouco mais de 20 anos, Henrietta Onodi figurava no cenário internacional da ginástica como uma das melhores ginastas do mundo. O seu nome está inserido no código de pontuação, no aparelho trave com o exercício “onodi”, que consiste, basicamente, em um flic com meia volta. O exercício tem valor D e é muito utilizado até hoje.
No auge do sucesso, Onodi conquistou o ouro olímpico no salto sobre o cavalo e a prata olímpica no solo. Ambas as medalhas são provenientes dos Jogos de Barcelona, em 1992. Confira!
Depois do sucesso de Onodi, a equipe húngara praticamente desapareceu dos pódios internacionais. O que faz uma equipe de sucesso, que sempre conseguia vaga completa para as Olímpiadas e que teve nomes e resultados de peso, praticamente inexistir durante mais de 20 anos? Sinceramente não sei. É uma pena pensar que um legado tão forte não foi bem aproveitado, independente das causas que resultaram no mal aproveitamento.
Entretanto, no fim do ano passado, a colaboradora Marina Aleixo deu início a uma série de postagens intituladas “O que a ginástica reserva para”. As postagens tinham o intuito de apresentar o perfil de ginastas que se tornariam adultas em 2013, ginastas que poderiam ser vistas competindo bem internacionalmente. Entre as ginastas que Marina citou, lá estava Noemi Makra (confira a postagem clicando aqui), o que me surpreendeu bastante.
E não é que Marina estava certa? Noemi Makra acaba de conquistar 2 medalhas de prata e uma de ouro na Copa do Mundo de Ginástica, etapa da Eslovênia. Ela ficou empatada em primeiro lugar com a canadense Ellie Black no solo; ficou com a prata, atrás de Ellie Back, na trave; e outra prata, atrás de Kristyna Paselova, na paralela . Confira as séries de Makra na competição mencionada.
As séries ainda não apresentam dificuldades para medalhas importantes como as conquistadas pelas suas antecessoras, mas só o fato de uma ginástica tão tradicional não ter morrido já me deixa feliz. Há rumores de que Makra trabalha em exercícios novos e mais difíceis, que serão colocados nas séries em breve. Independente de conseguir resultados melhores (ou piores) que os conquistados na Copa do Mundo, considero Noemi Makra como uma ginasta de extrema importância nesse ciclo: ela é responsável por manter a ginástica de um país viva, e por mostrar que, como eu disse antes, um legado tão forte não pode ser abandonado assim tão facilmente. Makra tem o meu respeito, a minha admiração e a minha torcida.
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