Fim dos Jogos de Tóquio: último dia de finais por aparelhos
3 de agosto de 2021Mundial de Kitakyushu: final individual geral masculina
22 de outubro de 2021O Brasil hoje se classificou para menos finais que o previsto; entretanto, não deixou de fazer história: Caio Souza é o primeiro finalista brasileiro de barras paralelas. O ginasta ainda poderia ser finalista de salto e argolas, levando em conta suas notas de dificuldade e as séries que apresentou no Campeonato Brasileiro. Além das paralelas, Caio segue firme na final individual geral.
Arthur Nory teve um erro na série de barra fixa, perdendo o ritmo no desloque com pirueta e contabilizando também um passo largo na saída. Sem perder o ritmo já séria finalista mundial e disputaria o bi campeonato nesse aparelho.
Finalmente o mundo verá a disputa entre os “novinhos” Zhang Boheng e Daiki Hashimoto. Boheng, apesar de ter feito um nacional brilhante, não foi selecionado para compor a equipe chinesa nos Jogos Olímpicos. Já o japonês Hashimoto não só foi selecionado como foi uma das estrelas dos Jogos.
Hashimoto, com 20 anos, se classificou em 1º para a final do individual geral (88,040) e ainda conquistou vaga nas finais de solo, cavalo com alças, paralelas e barra fixa. Boheng, com 21 anos, se classificou em 2º para a final do individual geral (87,897) e ainda conquistou vaga nas finais de argolas e paralela. As argolas são o ponto fraco de Hashimoto e Boheng não fez o melhor solo que poderia. Apesar das posições conquistadas na classificatória, acredito que a disputa entre eles será acirrada e definida só na hora mesmo.
O filipino Carlos Yulo surpreendeu também com uma excelente competição e garantiu vaga em três finais com grandes chances de medalhas: solo (15,166), salto (14,808) e paralelas (15,566). Estados Unidos também competiram bem e terão bons representantes nas finais, especialmente no cavalo com alças: Alec Yoder e Stephen Nedoroscik, classificados em 2º e 3º lugar.
Daqui a pouco, às 05:50, teremos a final individual geral feminina, com grandes chances da russa Angelina Melnikova sagrar-se campeã. Os Estados Unidos vencem essa final desde 2005, com uma pausa em 2006 para a italiana Vanessa Ferrari e em 2010, justamente para a russa Aliya Mustafina. Pode ser que outra pausa aconteça para Melnikova. A gente queria torcer amanhã era pra Rebeca, né? Mas não vai ser dessa vez. 2022 está aí pra isso.
Texto de Cedrick Willian
Foto: FIG