A ideia de abandonar a ginástica nunca passou pela cabeça de Jade Barbosa.Aos 17 anos, a jovem ginasta, que sofre com uma lesão no punho direito (necrose do capitato, pequeno osso da mão), tem se desdobrado para continuar praticando o esporte que tanto gosta sem piorar a lesão.Depois de criar uma série na trave em que não precisa utilizar as mãos, a atleta, e seu técnico Ricardo Pereira, trabalham agora no solo, aparelho predileto de Jade ao lado do salto.
Ao som de uma música folclórica,com o berimbau lembrando o ritmo da capoeira, montagem que acompanha a ginasta desde o Pan do Rio, em 2007, Jade foi obrigada a adaptar a coreografia: os saltos são executados sem as mãos ou somente com o apoio do braço esquerdo.
– Meu treino está mais cansativo pois já faço exercícios que não praticava em 2008.Estou tentando montar uma série no solo sem usar o punho lesionado e isso me deixa mais feliz.Se tudo der certo, disputarei o solo e a trave no Campeonato Brasileiro Por Equipes, em agosto.Senão, fica para 2010 – afirmou Jade, reconhecendo que criar a série da trave foi mais tranquilo, pois se trata de um aparelho com grande diversidade de elementos sem as mãos.
O sacrifício de treinar com o apoio de apenas um braço,no entanto,já começa a cobrar o seu preço.Nesta sexta-feira,por mais de uma vez,durante o treino na sede do Flamengo,a ginasta reclamou de dores no braço esquerdo.
Ricardo Pereira garantiu estar atento ao problema. O treinador frisou que a sobrecarga no braço esquerdo preocupa e que, se a dor persistir, o trabalho será suspenso.
– A Jade não treinou no Carnaval.Depois, treinamos dois dias com o uso do braço esquerdo e ela reclamou de dores. Então, ficará dois dias sem forçá-lo e, na segunda-feira, faremos uma avaliação. O que não pode é ter outra lesão. Ela tem de voltar 100% – disse Ricardo.
Embora goste muito de sua música no solo,Jade vai trocá-la em 2009.Ela só não sabe qual será a nova.
– Preciso de ideias.Quero uma que seja forte e rápida.Música lenta não combina comigo – afirmou.
Fonte:Gymblog Brasil
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