O que ginástica reserva para 2013? – Brasil
19 de dezembro de 2012VÍDEOS DE DESTAQUE
21 de dezembro de 2012Parece que Murakami Mai vem sofrendo as consequências de ter se desenvolvido precocemente nos treinamentos. Analise as duas séries abaixo.
2009.
Última série de 2012.
Ela conseguiu acertar a série de 2009 no Campeonato Japonês desse ano mas, mesmo assim, não acho que teve a mesma qualidade de antes.
Alguns treinadores parecem não se preocupar tanto com a fase de treino dos atletas. O exemplo do treinador de Murakami é o mais recente, juntamente com Katelyn Ohashi, dos EUA. Aliás, Valeri Liukin, técnico de Ohashi, é um “expert” em formar ginastas antes da hora: Ohashi, Rebecca Bross e até a própria Nastia Liukin são exemplos.
Ohashi não teve o mesmo desempenho do ano passado nesse ano. No ano passado, se a idade fosse permitida, ela teria condições de ser campeã mundial de trave. É o mesmo caso de Murakami: se Lauren Mitchell, com a série que fez, foi campeã mundial de solo em 2010, Murakami teria sido campeã (com a série do primeiro vídeo) com toda certeza!
Nastia Liukin estava pronta no Pan-Americano de 2003. Não tinha idade para os Jogos de Atenas, em 2004, mas brilhou no Mundial de 2005. Aí começaram os problemas…2006, 2007…Caso raro foi ela ainda ter conseguido chegar nos Jogos de Pequim em 2008, ainda mais sendo campeã olímpica! Foi lindo e completamente arriscado. O psicológico forte de Nastia ajudou muito mais do que a periodização de treinamento.
Rebecca Bross também esteve pronta em um Pan-Americano: o de 2007. Sem idade para competir nos Jogos de Pequim, fez parte da equipe de 2009 e foi prata no geral. A partir daí, lesões atrás de lesões. Ficou fora de Londres e, pela tamanha concorrência que existe para uma vaga na equipe dos EUA, está praticamente fora dos Jogos do Rio e dos Mundiais desse ciclo.
Ainda consigo lembrar de Vanessa Ferrari, juvenil mais comentada em 2005. Foi campeã mundial individual geral em 2006, bronze em 2007 e passou longe do pódio nos Jogos de 2008. A russa Tatiana Nabieva também teve sua melhor forma quando ainda era juvenil, em 2009, e acabou por não conseguir vaga na equipe olímpica da Rússia nos Jogos de Londres.
Um caso próximo: Victor Rosa. Victor, ainda juvenil (16 anos), competiu brilhantemente no Pan-Americano de 2003. Não tinha idade para os Jogos de 2004 e não conseguiu vaga para os Jogos de Pequim. Sempre sofrendo com as lesões, não conseguiu competir o Mundial do ano passado, nem o Pan-Americano e nem as classificatórias de Londres. Um talento nato que ficou fora de mais uma edição dos Jogos Olímpicos…
Sei que as lesões dos ginastas são inesperadas e nunca são programadas. Qual o técnico deseja que seu ginasta lesione? Já que não se pode programar as lesões, seria interessante programar o treino de alto nível, pelo menos, para o primeiro ano da categoria adulta. Ginastas e treinadores sairiam ganhando. Literalmente.