Flávia Saraiva faz história nos Jogos Olímpicos da Juventude

O dia 20 de agosto ficará marcado na história da ginástica brasileira: Flávia Saraiva acaba de conquistar a medalha de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude! Essa é a primeira medalha olímpica da ginástica artística feminina do Brasil. Com uma pontuação de 54.700, que foi bem melhor que a pontuação obtida na fase classificatória, Flávia deixou China, Romênia, Japão, Grã-Bretanha e Itália pra trás.

Quem acompanha a ginástica de perto sabe que Flávia não apresentou todas as dificuldades que possui. No salto, ela apresentou um yurchenko com dupla pirueta no último camping de treinamento que não foi utilizado nessa competição. Na paralela, onde tirou sua nota mais baixa, Flávia também já possui exercícios de maior grau de dificuldade. Na trave, a série de nota de partida 6.4 ainda não foi utilizada. Sabiamente a sequência de rondada + mortal esticado foi tirada da série na final. Apesar de executar o mortal lindamente, Flávia ainda não acerta a chegada do exercício com a frequência necessária e uma queda na final não traria essa medalha para o Brasil. No solo, a sequência de pirueta e meia de costas + dupla pirueta pra frente também não foi usada. Essa sequência tem bonificação de 0.2 e a nota D final contaria com mais um exercício de valor D.
Um resumo disso tudo? Flávia Saraiva, sem contar com suas séries mais difíceis, foi medalhista de prata nos Jogos Olímpicos da Juventude. Isso nos dá a entender que todo o seu potencial utilizado é certeza de sucesso. O atual código de pontuação valoriza muito a limpeza e artisticidade dos movimentos, e isso Flávia tem de sobra. A estratégia da competição que Flávia fez hoje foi exatamente esse: ser o mais limpa possível. E funcionou.

A melhor parte é que ainda existe possibilidades reais de mais duas medalhas: Flávia conquistou hoje, pela segunda vez, a melhor nota no solo. E ainda teve a melhor nota na trave, que foi 8 décimos mais alta que nas classificatórias. Nossa ginasta pode não só fazer história como ser uma das ginastas mais premiadas das Olimpíadas.

Hoje o Brasil esquece um pouco o gosto amargo da equipe feminina  nas Olimpíadas de 2012, quando nenhuma ginasta passou da fase classificatória e a equipe ficou em último lugar. O que se sente é a esperança de um futuro promissor. O que se vê são ginastas talentosas e bem treinadas, com chances reais de brigar por medalhas nos próximos mundiais e nas Olimpíadas de 2016. Com certeza esse é um ciclo bem mais leve e menos estressante do que ciclo passado.

Parabéns Flávia Saraiva, parabéns treinador Alexandre Cuia, parabéns CBG e comissão técnica feminina, parabéns COB por trazer um treinador mais experiente para o Brasil. Hoje todas as peças foram fundamentais para que o sorriso de Flávia contagiasse o mundo inteiro!

Postagens Recentes

  • ginástica

UPAG PAGU define calendário da ginástica pan-americana para 2025

Agenda começa em maio com a ginástica de trampolim e encerra em novembro com a…

  • Notícias

Obrigado Zanetti! Ídolo do esporte brasileiro encerra carreira

Com duas medalhas olímpicas no peito, ginasta escolhe se aposentar aos 34 anos Crédito: Um…