Entenda as chances da ginástica feminina do Brasil em Londres

A equipe
feminina de ginástica artística passou por uns bocados nesse último ciclo olímpico.
Elas lutaram para chegarem onde estão. Lutaram para se manterem entre as
melhores equipes do mundo. Num momento onde todos desacreditavam que seria
possível, lutaram e conseguiram uma vaga em Londres.  E agora estão lá, são as primeiras a se
apresentarem na fase classificatória sem Jade Barbosa, sem Lais Souza e sem
Adrian Gomes. E agora?
Chances reais: o que vai
acontecer?
Equipe
A única
chance real que eu vejo para essa equipe é conseguir bater a equipe da França,
que é muito inconsistente. Isso daria um 11º lugar para o Brasil, ao invés do
12º.
Daniele Hypólito
Daniele
estará na final do individual geral. Ela possui uma ginástica limpa, que é o
atual conceito do código de pontuação. Apesar disso, não acredito que ela
consiga melhorar a nossa melhor marca olímpica dessa final, que foi o 10º lugar
de Jade Barbosa em 2008.
Possibilidades: o que pode
acontecer???
Equipe
Ginástica
é um esporte imprevisível. Se as meninas estiverem inspiradas, acertarem as
dificuldades, e equipes como Alemanha, França e Inglaterra errarem, podemos
passar perto de entrar na final, mas nada além disso.
Daniele Hypólito
Esse
ano, Daniele teve um vídeo postado na internet com uma nova série de trave. A
série do vídeo teve ótimas dificuldades e uma execução muito boa. Se ela
acertar a série do vídeo, com todas as ligações consideradas e sem quedas,
existe a possibilidade dela entrar na final olímpica de trave.
Daiane dos Santos
Há rumores
de uma série de solo de Daiane com nota de partida acima de 6 pontos. Seria uma
boa nota de partida que, possivelmente, garantiria uma final. Entretanto,
Daiane precisaria de execução em torno de 9 pontos para somar acima de 15 na
nota final. Mas é aí é que mora o problema: Daiane tem muita potência, mas peca
em execução. A série é de finalista, mas… ela vai conseguir a melhor possível
no domingo?
Bruna Leal
A final
do individual geral é composta pelas 24 melhores ginastas dos países
competidores, sendo que cada país pode classificar apenas 2 ginastas, no caso
as que tiverem o maior somatória de notas na fase classificatória. Pensando na
quantidade de ginastas que entram nessa final e no corte das ginastas dos
países mais fortes, Bruna Leal pode se juntar a Daniele Hypólito nessa final.
Agora nos resta
ficar de olho na competição classificatória, que acontecerá domingo, a partir
das 05:30 da manhã. Essa análise parece um pouco pessimista, mas eu afirmo:
essa análise é realista. Não podemos esperar algo dessa equipe além disso.
Sendo completamente racional, fico feliz que, pelo menos, estamos competindo
com uma equipe completa nos Jogos. Para quem não sabe, países de tradição, como
Ucrânia e Espanha, estão competindo com apenas uma ginasta nos Jogos. Depois de
tantas lesões, polêmicas e brigas, ainda seremos representados por uma equipe completa. Entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

Originalmente escrito para o site Esporte em Pauta.

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