Ginasta comenta momento difícil que passou ao saber da necessidade da cirurgia no ombro e o retorno da confiança com a conquista do tetra
O ano de 2009 foi atípico para Diego Hypolito.Pela primeira vez na carreira,o ginasta não alcançou a fase final de uma competição.No Mundial de Londres,a falta de confiança,iniciada com a perda da medalha nos Jogos de Pequim e aumentada pela cirurgia inesperada no ombro esquerdo em junho,foi a maior rival do atleta,que foi eliminado na primeira fase e terminou na nona colocação.O tempo passou e o paulista decidiu que não dava mais para esperar,a mudança tinha que começar com ele mesmo.Então,definiu como meta conquistar o tetracampeonato da Copa do Mundo,feito inédito na história da modalidade.E conseguiu.
“Defino 2009 como o ano do foco.Fiquei muito centrado em conquistar resultados novamente.Depois do Mundial,estava me sentindo pressionado,eu mesmo fazia isso comigo.Sentia a obrigação de vencer a etapa da Copa do Mundo.Isso me deu uma certa insegurança,tinha perdido a minha confiança.Aí,quando conquistei o tetra,veio a tranquilidade.Logo após,mudei meu salto no Nacional,fiz o ‘Hypolito 3’,que não era esperado.Enfim,voltei a ser o Diego de antes de Pequim” disse o ginasta,que foi eleito o melhor atleta de sua modalidade no Prêmio Brasil Olímpico 2009.
Diego considera o ano de 2009 como o melhor de sua carreira,mas também como o da superação.Após conquistar quatro medalhas de ouro e duas de prata em etapas da Copa do Mundo,o atleta,que foi nomeado pela quarta vez consecutiva ao Prêmio Brasil Olímpico,sofreu uma grave lesão no ombro esquerdo,no dia do seu aniversário,durante o Troféu Brasil e foi obrigado a se submeter a uma artroscopia.Recuperado,o tetracampeão da Super Final comentou o momento difícil que passou no meio da temporada.
“Meu ano estava muito bom.Então,quando soube que precisaria fazer a cirurgia,fiquei muito triste.Achei que não conseguiria voltar a competir ainda neste ano e iria perder o Mundial.Nunca tive uma lesão nos membros superiores,era sempre em joelho,pé.Não estava acostumado a lidar com isso e sabia que a gravidade do problema me levaria a,no mínimo,dois anos para recuperação total.Não cheguei a ficar desesperado,mas isso me deixou muito preocupado mesmo.Foi uma situação completamente nova para mim” explicou.
Menos de cinco meses após passar pela mesa de cirurgia e deixar Curitiba com uma tipóia para sustentar o ombro,Diego conquistou o tetracampeonato da Copa do Mundo.Com a medalha de ouro da etapa de Osijek no peito,o ginasta sentiu novamente o ‘gostinho do dever cumprido’.
“O tetra era o resultado que eu mais esperava nesse ano.Queria ficar em primeiro lugar no ranking mundial no fim da temporada e consegui.Com a vitória na Croácia,já garanti os 180 pontos e ninguém poderia me superar.Isso me deixou muito feliz,porque alcancei meu objetivo principal” concluiu.
O ano começou com uma notícia ruim para a ginástica do Flamengo.Sem dinheiro em cofre,o presidente do clube,Marcio Braga,afirmou que não tinha condições de renovar os contratos dos atletas.Com expressões como ‘fecharam as portas’ e ‘levamos uma facada’,Diego definiu seus sentimentos em relação à crise rubro-negra.Porém,onze meses após o anúncio do dirigente,os ginastas voltaram a sorrir.Os irmãos Hypolito,que sempre defenderam a escolha de Patrícia Amorim para assumir os Esportes Olímpicos,a viram ser eleita presidente do Flamengo até 2012,ano dos Jogos Olímpicos de Londres.
Com a dança das cadeiras na Gávea,Diego afirmou que não pensa mais em deixar o clube e acredita que a nova presidente dará atenção especial à ginástica,voltando,inclusive,a pagar salários para os atletas.
“Ainda não conversei nada com ela.Está cedo,porque o clube tem outras prioridades,inicialmente com o futebol e a estrutura da sede.São situações mais delicadas.Mas ela me disse que vai entrar de corpo e alma na ginástica no ano que vem.Então,vamos conversar sobre salário para janeiro”.
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