Daniele Hypolito desafia o tempo e quer estender a carreira até 2016

Aos 27 anos, ginasta quer assegurar no Mundial do Japão, em outubro, a vaga em Londres e sonha com a quinta participação olímpica nos Jogos do Rio

O currículo está na ponta da língua e no que depender da vontade dela vai crescer até 2016. Aos 27 anos, Daniele Hypolito persegue a quarta participação olímpica. Algo que no início do ano parecia complicado diante das lesões das ginastas e da dúvida com relação à participação de Daiane dos Santos na equipe. O quadro melhorou tanto que a fez repensar os planos e resolver encarar mais um ciclo até os Jogos do Rio.

– Enquanto puder fazer ginástica e o corpo e a cabeça estiverem respondendo bem, vou seguir no que gosto. Quero estar em 2016 e ter o privilégio de encerrar a carreira no meu esporte, dentro do meu país – disse.

Pela cabeça não passa a possibilidade de um hiato no próximo ano. Daniele está certa de que ela e suas companheiras estão prontas para voltar do Mundial Pré-Olímpico do Japão com a classificação da equipe e também por aparelhos asseguradas. A competição será disputada do período de 7 a 16 outubro em Tóquio e, ao contrário do ciclo de Pequim, apenas oito vagas estarão em jogo. As outras quatro sairão numa repescagem, em janeiro.

– A equipe estava desacreditada no início do ano e agora vemos chances. São oito vagas e queremos garantir a nossa agora para não ter de deixar para a última chance. É muito ruim passar por duas pressões num ano só. Estamos fortes e bem. Vamos classificar com certeza! No ciclo passado, eu, Daiane e Laís éramos as mais experientes. Jade Barbosa, Ana Claudia Silva e Ethiene Franco eram as jovens. Agora entraram a Priscila Cobello, Bruna Leal e a Adrian Gomes, que não é tão jovem, mas contribuiu muito no ano passado. A qualidade técnica é muito boa.

O espírito também. Daniele tem fome de campeonatos. Não se importa se passará quase dois meses fora de casa, emendando o Mundial no Pan de Guadalajara. Depois de uma passadinha rápida para matar a saudade da família, pegará o avião novamente com destino à Suíça.

– Depois do Pan eu e Jade fomos convidadas para disputar um campeonato lá. O prêmio é um carro. No ano passado foi um Porsche! Não posso perder essa. Tô dentro! Para todo treinamento tem uma recompensa – diverte-se.

Recompensa que ela tem trabalhado para poder ganhar novamente. Embora conte com o salário do Flamengo, a experiente ginasta se queixa da falta de patrocínio individual.

– Fico sem um respaldo extra para fazer um pé de meia até 2016. Mudou muito do Pan do Rio para cá. A estrutura que está sendo montada para as Olimpíadas do Rio é maravilhosa, mas a parte de patrocinadores está em falta com os atletas que são as estrelas dessa festa toda não têm patrocínio. E muita gente para no meio do caminho por isso.

Fonte: globo.com/globoesporte

Postagens Recentes

  • ginástica

UPAG PAGU define calendário da ginástica pan-americana para 2025

Agenda começa em maio com a ginástica de trampolim e encerra em novembro com a…

  • Notícias

Obrigado Zanetti! Ídolo do esporte brasileiro encerra carreira

Com duas medalhas olímpicas no peito, ginasta escolhe se aposentar aos 34 anos Crédito: Um…