Chegou ao final a Copa NHK Trophy e uma surpresa. O Japão larga na frente e é o primeiro país a confirmar sua seleção olímpica para Paris. A decisão foi tomada após final do NHK Troph, na manhã de hoje. Agora, tanto os homens e as mulheres japoneses iniciam seu preparo para competir na França, entre o final de julho e o início de agosto.
Como esperado, Shoko Miyata está na seleção feminina, acompanhada de Rina Kishi, Mana Okamura, Haruka Nakamura e Kobane Ushioku. Já no masculino, Shinnosuke Oka, Kazuma Kaya, Takaaki Sugino e Wataru Tanigawa acompanham Daiki Hashimoto no time japonês que irá disputar os Jogos Olímpicos de Paris
Ainda entre sobre o masculino, Hashimoto não chegou a terminar o troféu porque sofreu uma lesão em um dos dedos e foi poupado. Mesmo assim, o atleta, que é atual campeão olímpico de individual geral, foi convocado para seleção.
O campeonato foi vencido por Oka Shinnosuke, atleta de 20 anos, que demonstrou resiliência após um hiato de dois anos sem competir. Oka sofreu uma ruptura total no ligamento cruzado anterior direito no All-Japan All-Around Championships, há dois anos, em meio a grandes esperanças de ser campeão mundial júnior de 2019. Recuperado, conseguiu o ouro na manhã deste domingo.
Já Shoko Miyata foi o grande destaque feminino, como esperado, conquistando a vitória pelo terceiro ano consecutivo. No topo do pódio, apesar de uma lesão na coxa esquerda, Miyata venceu o torneio pela terceira vez consecutiva. Ela executou uma linda dupla pirueta no salto e somou 14.300. Depois um 13.733 nas barras, um 13,300 na trave e um 12,966 no solo – nota que pode melhorar bastante quando a atleta alcançar seu melhor potencial. Somou 54.299.
“Estou feliz por ter vencido três campeonatos consecutivos, mas minha coxa esquerda, que machuquei nos treinos, ainda dói, então eu poderia Não tive um desempenho tão bom quanto no campeonato!, contou Shoko ao site do evento. Quero praticar bastante para poder ter um desempenho ousado e esperar ganhar uma medalha por equipe. Acredito que se fizer tudo um por um, os resultados virão”, completou.
Quem também chamou a atenção foi a jovem de 16 anos e 1,49 de altura Rina Kishi. Ainda no ensino médio japonês, “ela usou sua flexibilidade e força nas pernas para realizar técnicas altamente difíceis”, conforme descreveu o site do evento. A pequena teve melhor nota do solo, empatada com Sugihara, em 13.366 e ainda a melhor nota no salto, empatada com Miyata, em 14.300. Ainda somou um brilhante 13.766 nas barras e 12.733 após uma queda na trave. No auge do seu potencial e, se possível, sem erros graves, ela pode ser um forte nome tanto na disputa por aparelhos quanto do individual geral.
Mana Okamura, de 18 anos, foi terceira colocada e “surpreendeu pelo potencial artístico”, descreveu o site do evento. Somou 53.765 com uma impressionante trave de 14.066 e ainda um salto de 13.033, barras de 13.333 e um bom solo de 13.333. Já Haruka Nakamura, de 16 anos, surpreendeu nas barras assimétricas, com 13.900. Neste aparelho, ela busca homologar um elemento e os jogos podem ser a oportunidade perfeita para a façanha. No geral somou 52.133 com um salto de 12.900, uma trave de 13.300 e um solo de 12.033. Uma dúvida que surgiu sobre essas duas atletas é se elas têm algum parentesco e, não, não aparentam ter.
Finalmente, Kohane Ushioku, uma jovem de 19 anos e especialista de salto. Ela e Miyata são as únicas com potencial mínimo para disputarem a final deste aparelho. Com sua dupla pirueta, somou 14.166. Kohane é a mais experiente do time. seus saltos em altura ajudaram a equipe a ganhar a medalha de prata nos Jogos Asiáticos realizados em Hangzhou, China, em 2022. Seu salto, com certeza é um potencial para alcançar bons resultados em Paris.
Apesar de representar o time em campeonatos regionais, essa é a primeira vez que a experiente atleta competirá uma competição mundial. “Sempre quis isso, mas a surpresa foi muito grande e estou muito feliz por finalmente chegar até a seleção. Quero melhorar meus saltos em altura e a precisão dos dedos dos pés, para que todos que os assistam pensem que meu desempenho é lindo. Quero fazer o que preciso. fazer e avançar para as finais em cada evento”, se esforça Kohane.
Três grandes nomes do pais, que estavam cotados para participar dos jogos não estraram na lista. Aiko Sugihara, que disputou os jogos do Rio e Tóquio, por exemplo, não integrou a lista. Aiko chegou realizar um 13.366 no solo, a melhor nota competição, e ainda um 13.666 na trave, a segunda melhor nota, mas não foi suficiente para convencer a confederação. A segunda cortada foi Urara Ashikawa, campeã mundial de trave de equilíbrio em 2021. Entre os homens, o campeão da Rio 2016, de 34 anos, Yusuke Tanaka, saiu de cena depois de terminar em quarto lugar geral e dar lugar aos mais jovens.
Ainda que o Japão largou na frente e já prepara suas atletas rumo a mais uma olimpíada, daqui até Paris muita coisa pode mudar. Inclusive quanto a Aiko Sugihara, que deve ser a atleta reserva aos jogos, apesar da informação não ter sido divulgada. A expectativa também é pela seleção masculina que ainda não teve todos os nomes dos atletas confirmados.
A lesão de Hashimoto
A grande dúvida é: Será que sem Daiki Hashimoto no auge, as chances do Japão são as mesmas? Isso porque o alteta machucou e o diagnóstico revelou que ele havia lesionado o ligamento colateral do dedo médio direito. O ferimento aparentemente não é grave, mas, segundo o site do evento, deve retirar o atleta dos treinos por algum tempo. isso pode esfriar o atleta, mas, ainda assim, deverá competir em Paris.
Conforme relatou Hisashi Mizutori, diretor do Centro de Treinamento Masculino Japonês, ao site do evento, Hashimoto deve retomar os treinos em junho e completar sua preparação rumo aos possíveis pódios olímpicos. “Daiki parece ter ficado muito decepcionado, mas agora quer olhar para frente. Acho que podemos nos sair bem na preparação para os Jogos de Paris. Como todos esperam, é muito importante ganhar a medalha de ouro nos Jogos, então espero que Daiki aceite essa lesão e trabalhe para competir”, entrega.
Mesmo machucado, o atleta que é o atual campeão olímpico do individual geral e, como já está confirmado em Paris, vai defender o título e tentar igualar o feito do compatriota bicampeão Kohei Uchimura. Agora, o foco está todo na volta de Hashimoto aos treinos.
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