Brasil conquista cinco ouros em Varna

Apesar da baixa de Francisco Barreto nas finais da competição – o ginasta se ausentou por conta de uma lesão nas costas -, o Brasil conquistou excelentes resultados em Varna. Independente da fraca participação na competição feminina, as notas conquistadas pela seleção mostrou muita competência e superioridade: o Brasil foi o país mais condecorado nessa etapa da Copa do Mundo, conquistando cinco ouros e dois bronzes.

Todos os ouros foram conquistados pelo Brasil na competição feminina. No salto, Rebeca Andrade teve uma das notas mais altas do ano, se não for a mais alta. Voltou com um amanar belíssimo – e mais consistente que nos Jogos Olímpicos – e manteve o excelente lopez, que na média renderam 14,800. Nas assimétricas, conseguiu ligar toda sua série e partiu de 6,1, mas pecou um pouco na execução. Mesmo assim conquistou o ouro com 14,050, enquanto Thais Fidelis, que evoluiu bastante nesse aparelho, conquistou o bronze com 12,450.

Daniele foi ouro na trave, obtendo a maior nota D e E do aparelho, finalizando com 13,750 (D 6,1). Com duas quedas, ambas nas sequências acrobáticas da série, Thais finalizou em 6° com 11,700. No solo, Thais fez uma boa série e terminou com o ouro mas acabou saindo fora dos limites do tablado na sua primeira sequência acrobática. A sequência é muito extensa e, para isso não acontecer novamente, é preciso cravar a sequência ou diminuí-la. Essa é uma questão complicada: Thais faz rondada + flic + pirueta e meia ao passo e poderia trocar por rondada + pirueta ao passo; entretanto, o lado que a ginasta gira a pirueta e a entrada da perna da rondada influenciam muito para essa troca. Daniele esteve excelente na final de solo, cravando as duas primeiras passadas e adicionando um lindo giro mustafina na série mas, infelizmente, teve uma queda na última diagonal e terminou em 4° com 12,600.

A competição masculina também foi de muito proveito. Competindo contra grandes ginastas, a seleção se apresentou muito bem apesar de ter escapado uma medalha de Arthur Nory no salto. O ginasta já havia conquistado o bronze no solo com uma série relativamente simples para todo seu potencial, e no salto, onde tinha nota D competitiva, acabou tendo uma queda no seu segundo salto: um yurchenko com meia volta para a dupla pirueta de frente. Apesar da queda, a execução é seu ponto forte e Nory terminou em 4°, podendo continuar sendo finalista e possível medalhista nesse aparelho durante as competições do ciclo.

Na final de paralela, apesar de alguns pequenos erros, Caio Souza está com uma ótima série e acabou conquistando o bronze (14,450), ficando atrás apenas dos tradicionais ucranianos: Petro Pakhniuk foi ouro e Oleg Verniaiev foi prata. Na final de argolas, apresentou uma boa melhora na toda D; terminou em 6° e se mostra forte para uma competição individual geral. Competiu ainda na barra fixa, mais um aparelho onde está com uma excelente série e, competindo sem erros, conquistou o ouro com 14,200, fechando a Copa do Mundo muito bem e deixando uma boa impressão da ginástica brasileira.

Confira os resultados completos: http://gymnastics.bg/varnaworldcup2017.
Vídeos em: Marcos Gym Art

Post de Cedrick Willian
Imagem: Yasen Georgiev

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