Bom trabalho!

A sensação feminina nesse Pan-Americano foi, sem dúvidas, a ginasta canadense Ellie Black. No masculino, o lugar foi dado ao colombiano Jossimar Calvo. Qual o motivo de tanto sucesso? Os ginastas terminaram a competição com 5 medalhas cada um, incluindo 3 de ouro.

A ginástica está mais popularizada do que nunca. Ações da Federação Internacional de Ginástica, através dos cursos de arbitragem e cursos de treinadores da FIG em todas as suas ginásticas, contribuíram para o aumento do nível técnico dos países e treinadores do mundo todo. O sucesso dos atuais ginastas, principalmente dos países não-tradicionais, deve-se ao bom trabalho desenvolvido com os treinadores, sem tirar o mérito dos campeões.

Tanto Black como Calvo fizeram uma competição extremamente focada. Black ainda mais que Calvo, já que durante a competição individual geral não teve nenhum erro grave enquanto Calvo errou sua série de cavalo com alças. Nas finais por aparelhos vieram mais medalhas e, além dos fatores citados acima, a qualidade determinante dos ginastas foi essa: foco.

Talvez Black e Calvo não tivessem séries suficientes para terem ganho tantas medalhas, mas o foco acabou por colocá-los como os principais ginastas em Toronto. Um ginasta que não é focado, que não sobe no aparelho para fazer o melhor que puder, pode perder sua medalha para outro que não tinha exercícios tão difíceis. Ambos os ginastas agarraram todas as suas chances nesse Pan e fizeram o melhor que podiam, deixando os erros para os adversários.

A competição de Black foi perfeita dentro do que podia fazer. Nas finais por aparelhos, acertou todas as séries, sem espaço para deduções e erros. A mesma coisa fez Calvo, que levou todos os ouros que disputou. Isso mostra que não adianta ser o melhor, precisa ter foco. Ginasta com foco faz um bom trabalho e o resultado final é consequência.

Post de Cedrick Willian

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