Depois do Brasil perder Alexander Alexandrov após os Jogos Olímpicos, as seleções da Austrália e Suíça também estão sem head coaches. As três seleções estiveram presentes no Evento Teste do Rio de Janeiro, mas apenas o Brasil se classificou para os Jogos do Rio.
Apesar de não ter se classificado, a seleção australiana passou bem próximo da conquista da vaga, ficando fora dos Jogos Olímpicos pela primeira vez desde que Peggy Liddick assumiu a seleção. Na ocasião, a treinadora – que agora deixa a seleção australiana – concedeu uma entrevista ao Gym Blog Brazil que pode ser lida aqui.
Liddik foi a treinadora de maiores conquistas para a ginástica australiana. Além de ser membro do hall da fama da ginástica da Austrália, tem o brevet de treinadora e árbitra da Federação Internacional de Ginástica. Liderou a equipe para o bronze no mundial de 2003; ao bronze individual geral com Monette Russo no mundial de 2005; ao primeiro ouro mundial com Lauren Mitchell na final de solo em 2010. O processo de transição e escolha de um novo head coach para a Austrália acontecerá até o fim de março.
A equipe suíça, que ficou menos de um décimo atrás da Austrália no Evento Teste e terminou em 6°, também fica um pouco desamparada nesse começo de ciclo. Todos pensaram que, para uma próxima classificação, a equipe estaria pronta para ficar entre as doze melhores, mas agora, com a saída de
Zoltan Jordanov, a situação fica um pouco mais insegura.
O treinador foi o responsável pela aparição da Suíça no cenário da ginástica feminina mundial, treinando grandes nomes como Ariella Kaeslin, e Giulia Steigruber. Auxiliou Giulia na conquista do título de campeã européia individual geral em 2015 além de vários outros títulos europeus, como também na conquista da primeira medalha olímpica da Suíça, o bronze no salto nos Jogos do Rio. Quem agora assume a posição de head coach da seleção suíça é Fabien Martin, assistente técnico de Jordanov durante os últimos anos.
Ambas as seleções brigam para estar entre as doze melhores do mundo, e os treinadores que agora as deixam contribuíram muito para que isso acontecesse. Resta saber como as seleções irão se portar com os novos treinadores. Fica a torcida para que o legado deixado por eles continuem, contribuindo para o crescimento da ginástica mundial.
Post de Cedrick Willian
Fonte: Gymnastics Australia e UEG
Foto: Ivan Ferreira / MeloGym / Gym Blog Brazil
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