Análise e resultados da final individual geral feminina – Londres 2012

Gabby Douglas venceu a inconsistência e, por isso, venceu o individual geral olímpico! Douglas tem potência, flexibilidade e postura. Ela possui todas as qualidades essenciais da ginástica juntas! Entretanto, enfrentava problemas com relação a consistência das séries durante a competição. Sempre errava algo que a prejudicava na nota final mas, dessa vez, Gabby foi maravilhosa! Fez a melhor competição da vida dela. Tenho certeza que o momento crucial foi a trave de equilíbrio, hora em que todos ficaram mais apreensivos, inclusive ela. O histórico de erros era grande… Dessa vez não houve quedas, nem desequilíbrios grandes, o que lhe rendeu o merecido ouro no final! Essa é a terceira vez consecutiva que os Estados Unidos conquistam o ouro olímpico nessa final.

Viktoria Komova chorou. Chorou por perder o ouro para uma americana, mais uma vez. Só que, na minha opinião, Komova não tem motivos para chorar: ela fez a melhor competição da vida dela. Komova também foi maravilhosa! O único erro aconteceu no salto, o que foi um pouco inesperado, já que os erros de Komova costumam acontecer na trave. Komova passou bem pelo salto, foi excelente na paralela, muito bem na trave e excelente no solo! Foi um solo lindo de se assistir, mas não teve nota suficiente para superar Douglas. Komova precisava de 15,359,e  conseguiu 15,100. Em outro dia essa nota poderia ter sido mais alta, mas os juízes de solo estava muito exigentes nessa final.

Aliya Mustafina…essa merece a minha mais sincera admiração! Mustafina entrou para a final com chances de bronze, e conseguiu! Depois de passar por uma lesão muito séria, ela conseguiu se recuperar a tempo de competir sua primeira Olimpíada! Coisa que muitos duvidavam…No começo do ano ela ainda apresentava séries fracas no solo e no salto, o que comprometia sua participação nessa final. Mas ela conseguiu se superar! Chegou bem em Londres, ajudou a Rússia a conseguir a prata por equipes, e foi responsável por uma das bandeiras que se ergueu no ginásio so fim da competição. Além disso, teve a melhor nota de paralela da competição, nota que a coloca como concorrente direta de Beth Tweedle na final por aparelhos.

Aly Raisman, como eu já disse, foi a concorrente direta de Mustafina pelo bronze. Digo isso porque, tanto Raisman quanto Mustafina, não tinham notas suficientes para ouro nessa final. Mesmo se ela tivesse acertado a trave e tirado uma nota excelente (como de costume), não haveria chances de superar Komova e Douglas. Erro por erro, Raisman terminou exatamente com a mesma nota de Mustafina: 59,566. Mas, pelas regras de desempate, medalha acabou com a russa.

Quem esperava ver Larisa Iordache nessa final, teve uma grande surpresa: Sandra Izbasa foi a 5ª colocada, com 58,833. Se Larissa não tivesse sido acometida por uma lesão no calcanhar, com certeza teria competido melhor, e talvez tivesse saído com uma medalha dessa final.

Huang Qiushuang e Deng Linlin tiveram desempenhos um pouco abaixo do que se espera de chinesas, principalmente na trave (Qiushuang) e na paralela (Linlin).

Vanessa Ferrari fez o que pôde, mas a nota de paralela dela é muito baixa para essa competição. E eu ainda considero a nota dela um pouco inflada em algumas competições. Apesar disso, consegui a 8ª colocação. Elizabeth Seitz também competiu bem e ficou em 10º.

Era esperado um desempenho melhor de Carlota Ferlito e Ana Sofia Gomez Porras, mas erros grandes as deixaram, respectivamente, na 21ª e 22ª posições.

Confira os resultados completos clicando aqui.

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