QUICK POST – Classificatórias da Copa do Mundo de Paris
20 de março de 2011Vídeos de destaque
23 de março de 2011
A russa Aliya Mustafina e o chileno Thomaz Sepulveda foram os melhores ginastas nas finais.
Mustafina conquistou 3 ouros nas 3 provas que disputou: salto, paralelas e trave. Apesar de ter ganho a prova, Mustafina apresentou uma execução relativamente ruim no segundo salto, e me fez perguntar se os juízes considerariam a postura esticada ou carpada; eles acabaram considerando esticada. A final de paralelas foi belíssima, e Elizabeth Seitz continua se consolidando como uma ginasta especialista em barras. Nabieva errou a série e tentou consertar, mas os juízes perceberam e, apesar de não ter tido uma queda, sua nota final ficou comprometida. A final de trave foi decepcionante. Fora Mustafina, todas as ginastas caíram. E até mesmo a campeã apresentou uma série um pouco insegura. No solo, Izbasa apresentou uma série diferente, com ligações novas e uma coreografia linda que lhe renderam o merecido primeiro lugar. Vanessa Ferrari está visivelmente fora do peso, e acabou tendo uma queda, ficando em último lugar.
No masculino, Sepulveda conquistou o ouro no salto e no solo. Particularmente, eu acho a série de solo dele uma das mais artísticas que estão sendo apresentadas hoje em dia, e realmente ele mereceu esse ouro. Com certeza Sepulveda merece um lugar na final de solo no Japão. Na final de salto, houveram vários saltos com nota de dificuldade 7, mas nem todos conseguiram ser bem executados. A final de cavalo com alças (sem a presença do espetacular Krisztian Berki) teve como campeão o inglês Louis Smith, com a nota de 15,700, e em último lugar ficou o australiano Prashanth Sellathurai, com um desastroso 13.800. Nas argolas, todas as séries foram muito boas de se assistir mas, pela sua linha corporal e sua execução praticamente impecável, o chinês Chen Yibing levou o ouro. Apesar de ser o melhor especialista de paralelas do mundo, Mitja Petkovsek não mereceu o ouro dessa vez. Sua nota de execução foi um pouco protegida perante os erros que ele cometeu, e o campeão deveria ter sido o chinês Feng Zhe. Para finalizar, na final de barra fixa tivemos 3 shows: a série do campeão Epke Zonderland; a série do americano Danell Leyva e um show à parte, do técnico de Danell, que não parava de pular e comemorar ao vê-lo acertando a série.
O novo formato dessa copa, em que apenas 4 ginastas avançam ás finais, não me agradou. Esse formato desfavorece atletas que poderiam ser medalhistas em suas respectivas provas. Dois exemplos práticos: a ginasta Rebeca Bross, dos EUA, avançou à final das paralelas no último mundial na 7ª posição e acabou ficando com o bronze; Kohei Uchimura, do Japão e no mesmo mundial, avançou à final de solo na 8ª posição e acabou ficando com a prata. E vocês leitores? O que acham do novo formato?