Quiznástica de Sexta – 006
20 de janeiro de 2012ERRATA
20 de janeiro de 20122012 chegou, e com ele, mais um ciclo olímpico está chegando ao fim
Mundial de 2009 – Londres
Não foram muitas ginastas que conseguiram “sobreviver” a Pequim em bom estado, afinal, o código de pontuação anterior, em que as ginastas se matavam para fazer enormes dificuldades, acabou deixando muitas delas cansadas, lesionadas ou aposentadas.
Muitos apostavam em Yang Yilin e Ksenia Semenova para o campeonato Mundial de 2009, mas estas deixaram muito a desejar. Apesar do novo código, a expressão artística foi pouco explorada pelas ginastas, esse quesito só foi, de fato, levado em consideração pela maioria das atletas no ano seguinte.
Alguns pontos principais da competição foram:
– Uma ginástica diferente do ciclo anterior, com bem menos dificuldades;
– A queda de cabeça na final de solo de Jessica Gil;
– Rebecca Bross perde o ouro no individual geral no último movimento do último aparelho;
– O mundo é apresentado a uma nova romena, artisticamente impecável. Seu nome: Ana Porgras;
– Mais uma vez uma americana é campeã no individual Geral: Bridget Sloan.
Mundial de 2010 – Roterdã
Foi um Mundial bonito de se ver. As ginastas conseguiram transparecer bastante o código de pontuação, com ótimas expressões artísticas.
Falar do Mundial de 2010 é falar em Alyia Mustafina. Uma ginasta totalmente completa. Esteve em todas as finais e provou ao mundo que a tradição da ginástica russa não havia acabado. E com sua GRANDE ajuda (sem desmerecer as outras atletas), a Rússia consegue sua 1ª medalha de ouro por equipes em um campeonato mundial.
Em 2010, pela primeira vez desde 2003, a seleção brasileira feminina não foi finalista por equipes no campeonato mundial, já nos mostrando que a renovação da equipe é de extrema importância. Apesar disso, O Brasil consegue uma medalha com Jade Barbosa, bronze no salto, após voltar da séria lesão no punho.
-Algumas ginastas, voltam ao esporte, entre elas: Sandra Izbasa (que decepciona no solo), Vanessa Ferrari, Ksenia Afanasyeva (ouro com a equipe russa), Jiang Yuyuang (prata no individual geral) e Alicia Sacramone (ouro no salto);
– Rebecca Bross erra mais uma vez no individual geral, pelo segundo ano consecutivo;
– Romênia não ganha medalha por equipe, mas Ana Porgras brilha na trave e leva o ouro
Mundial de 2011 – Tóquio
A meu ver, o melhor campeonato do ciclo, mesmo sem Mustafina, Bross e Sacramone. Até porque era ano de classificação olímpica… Nesse ano as ginastas colocaram bastante dificuldade, mas sem perder a beleza (com algumas exceções).
A melhor equipe, com certeza, foi a equipe americana. Apesar da polêmica vitória no individual geral de Jordyn Wieber, os EUA também levou o título por equipes; o ouro no salto, com a fantástica McKayla Maroney; e mais dois bronzes, na trave e no solo, enquanto as russas se contentaram com dois ouros e três pratas, um resultado também excelente.
Os duelos mais esperados eram: EUA X RUS e Jordyn Wieber X Viktoria Komova. E em 2011 as americanas levaram a melhor…
Em Tóquio, a tradicionalíssima seleção romena mostrou que está em grande má fase ao sair do campeonato sem nenhuma medalha. Enquanto isso, a China mostrava pra que veio com Yao Jinnan, Sui Lu e Huang Quishuang.
Momento crítico para a seleção brasileira, que não conseguiu a vaga olímpica em solo japonês com notas “estranhas”, mas mostrou a garra brasileira no Evento Teste em Londres, conseguindo a última vaga para as Olimpíadas alguns dias atrás.
Em 2011 mais ginastas voltaram à ativa, entre elas: Catalina Ponor, Daiane dos Santos, Shawn Johnson e Chellsie Memmel (sendo que as duas últimas não estiveram no Mundial).
No salto, McKayla Maroney provou o favoritismo, seguida pela lendária Chusovitina (que voltou sem perder seu nível), seguida pela ginasta do Vietnã, que surpreendeu á todos. Jade Barbosa, com chances totais de medalha, acabou em 4º lugar após um triste erro.
A final de trave foi como um show de Sui Lu, que cravou tudo. Jinnan e Wieber nem chegaram perto…
Na final de paralela Viktoria Komova não decepcionou, e á frente de Nabieva garantiu o ouro.
E o solo… Com várias desistências, a vitória acabou ficando com a reserva Ksenia Afanasyeva, em quem quase ninguém apostava.
Mas para nós, brasileiros, não há como negar: a ginasta do ano foi Daniele Hypólito. Madura, segura, forte e com a certeza de fazer o seu melhor, ficou em 13º no individual geral.
Lembrando do individual geral de Tóquio.
Os Jogos Olímpicos estão chegando. Quem são suas favoritas? Quem foram as melhores ginastas do ciclo até aqui?
Espero que o Brasil trabalhe mais suas dificuldades e execuções, para que a nossa primeira medalha olímpica apareça. Pelo menos com a Jade já temos chances no salto. Agora, quem sabe que surpresas essas meninas nos trarão em Londres para fechar com chave de ouro esse emocionante e eletrizante ciclo olímpico? E vocês, o que esperam do Brasil?