Estágio de treinamento da seleção masculina – Intercâmbio com Japão
21 de janeiro de 2013SERC não participará do primeiro estágio de treinamento da seleção masculina
23 de janeiro de 2013
Em dezembro do ano passado, duas ginastas
brasileiras da categoria juvenil foram para a Rússia disputar a Voronin
Cup, evento que reuniu 130 atletas de 27 países, e voltaram de lá com
resultados expressivos. Mariana Oliveira e Ana Flávia do Espírito Santo
conquistaram quatro medalhas na competição, uma das mais fortes do
mundo. Além do sucesso, as duas também partilham da mesma origem: são
ginastas apoiadas por uma parceria entre a Federação Paranaense de
Ginástica (FPRG) e o Movimento LiveWright.
Iniciado oficialmente
em março do ano passado, o projeto de ginástica artística, que tem por
base o Centro de Excelência de Ginástica (Cegin), em Curitiba, se divide
entre o apoio a atletas de alto-rendimento e projetos sociais no
interior do estado. Ao todo, são 18 ginastas, de 10 a 20 anos, que são
treinadas no Cegin sob a supervisão do ucraniano Oleg Ostapenko, que
revelou Daiane dos Santos e ajudou a levar a ginástica nacional a um
patamar mais alto.
Dona de cinco medalhas de ouro em Olimpíadas, a
ex-ginasta bielorrussa Nellie Kim é a conselheira internacional da
parceria. Foi a influência dela e de Oleg que ajudaram a alinhavar o
convite para a disputa da Voronin Cup em Moscou.
– Damos apoio
médico, fisiológico, uma bolsa-auxílio, toda a estrutura que as ginastas
precisam. Em menos de um ano, já conquistamos sete títulos
internacionais – ressalta a coordenadora-geral do projeto, Karina
Blanck.
Em um período de transição na ginástica nacional, a
parceria entre a FPRG e o Movimento LiveWright desponta como uma fonte
de novos talentos para os próximos ciclos olímpicos. Em Londres-2012,
três ginastas que treinam com a equipe foram convocadas para a Seleção
Brasileira – Harumy de Freitas, Bruna Leal e Ethiene Franco – e a
expectativa é que esse número aumente nas próximas edições dos Jogos.
Entre as candidatas estão Mariana e Ana Flávia, que já entregaram seus
cartões-de-visita na competição em Moscou.
– Meu objetivo para a
carreira é ganhar medalhas em Olimpíada. Não sei ao certo quando estarei
no auge técnico e físico. Talvez quando chegar aos 17 anos, em 2016 –
estima Ana Flávia, de 13 anos.
ESCOLAS DE TALENTO ATENDEM 200 CRIANÇAS NO INTERIOR DO ESTADO
Em
paralelo ao trabalho de alto-rendimento na capital paranaense, a
parceria FPRG/LiveWright também leva a ginástica artística ao interior
do Paraná. Através de convênios com oito prefeituras, que cedem espaço
para a instalação das Escolas de Talento, o projeto atende a 200
crianças de 5 a 9 anos.
– Nas escolas, nosso trabalho tem um
aspecto mais social. Por ora, procuramos expandir essa atuação dentro do
estado, mas estamos abertos a parcerias de fora também – explica Karina
Blanck.
Os recursos para manter o projeto são captados através da Lei de Incentivo ao Esporte e patrocinadores privados.
O QUE É O LIVEWRIGHT
Fundado
por um grupo de empresários em 2011, o movimento tem por ideal
desenvolver o esporte olímpico brasileiro. Sem fins lucrativos, o
LiveWright deseja preparar campeões a partir dos Jogos de 2016 e deixar
para o esporte brasileiro um legado de profissionalismo e gestão
competente.