Resultados Copa do Mundo de Ginástica – Etapa de Ljubljana
29 de abril de 2013VÍDEOS DE DESTAQUE – Lorenna Antunes
1 de maio de 2013
Segunda parte do post “Domínio estadunidense na ginástica artística feminina?”. Para ler a primeira parte, clique aqui.
Primeira Variável: Um overview sobre os principais resultados da GAF americana
Obviamente,
o meio mais eficaz para mensurar e qualificar o desempenho de uma seleção é através
da observação de seus resultados nas principais competições. Claro que a estrutura e fatores burocráticos
também importam e me ocuparei deles posteriormente. Mas, por ora, me limitarei
a expor as principais conquistas do “Team USA” nos últimos 30 anos, em Mundiais
e Olimpíadas – 1981-2012 –e tecer uma breve análise sobre elas.
o meio mais eficaz para mensurar e qualificar o desempenho de uma seleção é através
da observação de seus resultados nas principais competições. Claro que a estrutura e fatores burocráticos
também importam e me ocuparei deles posteriormente. Mas, por ora, me limitarei
a expor as principais conquistas do “Team USA” nos últimos 30 anos, em Mundiais
e Olimpíadas – 1981-2012 –e tecer uma breve análise sobre elas.
Mundiais
Metodologia
adotada: A pesquisa foi realizada no site Wikipédia, onde colhi dados das
conquistas das ginastas estadunidenses em Campeonatos Mundiais a partir do ano
de 1981 até 2011, ou seja, estou delimitando um escopo de 30 anos. Escolhi tal
delimitação para fins práticos e porque a década de 1980 foi caracterizada pelo
início da escalada norte-americana, quando tais ginastas começaram a galgar
resultados expressivos e inéditos que ajudariam a difundir e popularizar a
ginástica pela América. Isso não significa, no entanto, que não houve
conquistas em mundiais antes de 1981, pelo contrário: a primeira medalha
mundial da ginástica feminina americana veio em 1970, e o primeiro ouro em
1978. Na tabela a seguir estão discriminadas TODAS as medalhas americanas em
Campeonatos Mundiais no período indicado. Obviamente, eu não especifiquei a
quem pertence cada medalha, em qual Mundial foi conquistada, etc., porque esse
nível de detalhe é desnecessário e contraproducente. Então, para melhor
visualização, adotei a separação por tipos de competição (finais por equipe
[TF], individual geral [AA] e finais por aparelhos [EF]). Também sinalizei os
tipos de medalha (ouro, prata e bronze) e o total geral e parcial.
adotada: A pesquisa foi realizada no site Wikipédia, onde colhi dados das
conquistas das ginastas estadunidenses em Campeonatos Mundiais a partir do ano
de 1981 até 2011, ou seja, estou delimitando um escopo de 30 anos. Escolhi tal
delimitação para fins práticos e porque a década de 1980 foi caracterizada pelo
início da escalada norte-americana, quando tais ginastas começaram a galgar
resultados expressivos e inéditos que ajudariam a difundir e popularizar a
ginástica pela América. Isso não significa, no entanto, que não houve
conquistas em mundiais antes de 1981, pelo contrário: a primeira medalha
mundial da ginástica feminina americana veio em 1970, e o primeiro ouro em
1978. Na tabela a seguir estão discriminadas TODAS as medalhas americanas em
Campeonatos Mundiais no período indicado. Obviamente, eu não especifiquei a
quem pertence cada medalha, em qual Mundial foi conquistada, etc., porque esse
nível de detalhe é desnecessário e contraproducente. Então, para melhor
visualização, adotei a separação por tipos de competição (finais por equipe
[TF], individual geral [AA] e finais por aparelhos [EF]). Também sinalizei os
tipos de medalha (ouro, prata e bronze) e o total geral e parcial.
Análise:
Desde o Campeonato Mundial de 1981,
em Moscou, as ginastas dos Estados Unidos conquistaram 68 medalhas. Dessas, 40%
foram de ouro, 35% de prata e 25% de bronze, aproximadamente. A década de 1980
se caracterizou por um desempenho bom dos EUA em Mundiais se comparada às
décadas anteriores: foram um total de três medalhas conquistadas em finais por
aparelho, mas nenhum ouro. Foi nessa época que a ginástica norte-americana
começou ganhar destaque mundial, ainda que essas 3 medalhas pareçam ser insignificantes
para um país que mais tarde conquistou outras 65! Vale lembrar que foi nesse
período, nas Olimpíadas de 1984, que a ginástica americana teve o seu primeiro
grande boom, como mostrarei adiante,
e por isso a análise da década de 80 é tão crucial.
em Moscou, as ginastas dos Estados Unidos conquistaram 68 medalhas. Dessas, 40%
foram de ouro, 35% de prata e 25% de bronze, aproximadamente. A década de 1980
se caracterizou por um desempenho bom dos EUA em Mundiais se comparada às
décadas anteriores: foram um total de três medalhas conquistadas em finais por
aparelho, mas nenhum ouro. Foi nessa época que a ginástica norte-americana
começou ganhar destaque mundial, ainda que essas 3 medalhas pareçam ser insignificantes
para um país que mais tarde conquistou outras 65! Vale lembrar que foi nesse
período, nas Olimpíadas de 1984, que a ginástica americana teve o seu primeiro
grande boom, como mostrarei adiante,
e por isso a análise da década de 80 é tão crucial.
Na década seguinte, os resultados
foram ainda mais expressivos. Para começar, depois de 13 anos da conquista da
primeira medalha de ouro Mundial do país, Kim Zmeskal sagra-se campeã mundial
no Individual Geral (a primeira na história), na edição de Indianápolis (1991).
Nessa mesma ocasião, a equipe americana conquistou a primeira medalha por
equipes (prata). Conquistas inéditas à parte, esse período trouxe 19 medalhas
ao país, 28% do total acumulado nas três décadas analisadas. Foram oito
primeiras colocações – incluindo três títulos no AA, destacando-se o
bicampeonato consecutivo de Shannon Miller 93-94. Ademais, foram duas pratas e
um bronze por equipes. Definitivamente, havia uma nova potência emergindo na
ginástica!
foram ainda mais expressivos. Para começar, depois de 13 anos da conquista da
primeira medalha de ouro Mundial do país, Kim Zmeskal sagra-se campeã mundial
no Individual Geral (a primeira na história), na edição de Indianápolis (1991).
Nessa mesma ocasião, a equipe americana conquistou a primeira medalha por
equipes (prata). Conquistas inéditas à parte, esse período trouxe 19 medalhas
ao país, 28% do total acumulado nas três décadas analisadas. Foram oito
primeiras colocações – incluindo três títulos no AA, destacando-se o
bicampeonato consecutivo de Shannon Miller 93-94. Ademais, foram duas pratas e
um bronze por equipes. Definitivamente, havia uma nova potência emergindo na
ginástica!
Já nos anos 2000, o número de
medalhas conquistadas foi absurdamente maior: 44. Um crescimento de aproximadamente
231,6% perante a década anterior. Cerca de 43% das medalhas dos anos 2000 foram
de ouro (19), incluindo o primeiro ouro por equipes (2003). Nessa temporada, os
EUA conseguiram três títulos Mundiais por equipes, em 2003, 2007 e 2011; e aqui
cabe mencionar duas coincidências interessantes: as americanas vencem as
competições coletivas de quatro em quatro anos e esses títulos têm vindo sempre
em Mundiais Pré-olímpicos (considerados os mais competitivos). Com relação ao
Individual Geral, foram quatro campeãs mundiais e outras quatro medalhistas de
prata. Essa foi a única década em que as atletas estadunidenses medalharam em
absolutamente todos os Campeonatos Mundiais. Em especial, o Mundial de
Melbourne (2005) foi o mais produtivo da história da ginástica feminina
americana: medalharam em todas as cinco finais sendo que em quatro delas
levaram o ouro e a prata juntos. Esse campeonato não contou com finais
coletivas, porém não resta dúvida que se esse fosse o caso, este seria o quinto
ouro americano na competição.
medalhas conquistadas foi absurdamente maior: 44. Um crescimento de aproximadamente
231,6% perante a década anterior. Cerca de 43% das medalhas dos anos 2000 foram
de ouro (19), incluindo o primeiro ouro por equipes (2003). Nessa temporada, os
EUA conseguiram três títulos Mundiais por equipes, em 2003, 2007 e 2011; e aqui
cabe mencionar duas coincidências interessantes: as americanas vencem as
competições coletivas de quatro em quatro anos e esses títulos têm vindo sempre
em Mundiais Pré-olímpicos (considerados os mais competitivos). Com relação ao
Individual Geral, foram quatro campeãs mundiais e outras quatro medalhistas de
prata. Essa foi a única década em que as atletas estadunidenses medalharam em
absolutamente todos os Campeonatos Mundiais. Em especial, o Mundial de
Melbourne (2005) foi o mais produtivo da história da ginástica feminina
americana: medalharam em todas as cinco finais sendo que em quatro delas
levaram o ouro e a prata juntos. Esse campeonato não contou com finais
coletivas, porém não resta dúvida que se esse fosse o caso, este seria o quinto
ouro americano na competição.
De forma agregada, as medalhas
adquiridas em finais do AA são contabilizadas em doze, sendo sete delas de ouro;
dez foi o número conquistado por equipe; e 47 vieram por meio das finais por
aparelhos. O aparelho que mais trouxe medalhas mundiais foi a paralela (15),
seguida da trave (14), do solo (10) e do salto (7). Mas os aparelhos que mais
sagraram campeãs foram a trave e a paralela, com cinco primeiros lugares cada.
Entretanto, atualmente há uma clara inversão de papeis quanto à importância de
cada aparelho: se no passado as barras trouxeram o maior número de medalhas e
de ouros e o salto não teve tanto destaque, hoje ocorre o inverso:
testemunhamos uma supremacia nas barras exercida exclusivamente pela China e
pela Rússia, ainda que as americanas apresentem um bom nível nesse aparelho,
enquanto que no salto tivemos um ciclo Olímpico inteiro vencido pelas
americanas: Kayla Williams em 2009, Alícia Sacramone em 2010 e McKayla Maroney
em 2011. Igualmente, destaco o número enorme de juniors americanas que já
executam o difícil salto ‘Amanar’ (Yurchenko com dupla pirueta e meia), que já
se tornou ‘lugar-comum’ na seleção estadunidense.
adquiridas em finais do AA são contabilizadas em doze, sendo sete delas de ouro;
dez foi o número conquistado por equipe; e 47 vieram por meio das finais por
aparelhos. O aparelho que mais trouxe medalhas mundiais foi a paralela (15),
seguida da trave (14), do solo (10) e do salto (7). Mas os aparelhos que mais
sagraram campeãs foram a trave e a paralela, com cinco primeiros lugares cada.
Entretanto, atualmente há uma clara inversão de papeis quanto à importância de
cada aparelho: se no passado as barras trouxeram o maior número de medalhas e
de ouros e o salto não teve tanto destaque, hoje ocorre o inverso:
testemunhamos uma supremacia nas barras exercida exclusivamente pela China e
pela Rússia, ainda que as americanas apresentem um bom nível nesse aparelho,
enquanto que no salto tivemos um ciclo Olímpico inteiro vencido pelas
americanas: Kayla Williams em 2009, Alícia Sacramone em 2010 e McKayla Maroney
em 2011. Igualmente, destaco o número enorme de juniors americanas que já
executam o difícil salto ‘Amanar’ (Yurchenko com dupla pirueta e meia), que já
se tornou ‘lugar-comum’ na seleção estadunidense.
Sendo
assim, vejamos, resumidamente, o desenvolvimento desses resultados:
assim, vejamos, resumidamente, o desenvolvimento desses resultados:
1- Década
de 80: nenhum ouro/ três medalhas no total;
de 80: nenhum ouro/ três medalhas no total;
2- Década
de 90: oito ouros/ dezenove medalhas no total;
de 90: oito ouros/ dezenove medalhas no total;
3- Década
de 2000: dezenove ouros/ 44 medalhas no total;
de 2000: dezenove ouros/ 44 medalhas no total;
Isto posto, fica
visível o sucesso que o modelo americano foi nas últimas três décadas no que se
refere aos Campeonatos Mundiais de Ginástica e o quão vigoroso e positivo foi
esse desenvolvimento. Sequencialmente, encaminho a análise para a observação
dos resultados americanos nos Jogos Olímpicos.
visível o sucesso que o modelo americano foi nas últimas três décadas no que se
refere aos Campeonatos Mundiais de Ginástica e o quão vigoroso e positivo foi
esse desenvolvimento. Sequencialmente, encaminho a análise para a observação
dos resultados americanos nos Jogos Olímpicos.
Jogos Olímpicos
Metodologia
adotada: Assim como na pesquisa anterior, essas informações foram compiladas do
site Wikipédia. Elas refletem as conquistas olímpicas dos Estados Unidos na
ginástica artística para senhoras de 1984 a 2012. Como já explicitado, a década
de 1980 – e em especial a partir das Olimpíadas de 1984 – tem um peso histórico
e simbólico muito grande e por isso inicio a abordagem olímpica em 1984 e
finalizo em 2012. Também como na pesquisa anterior, a tabela está organizada
por modalidades de competição e tipos de medalha.
adotada: Assim como na pesquisa anterior, essas informações foram compiladas do
site Wikipédia. Elas refletem as conquistas olímpicas dos Estados Unidos na
ginástica artística para senhoras de 1984 a 2012. Como já explicitado, a década
de 1980 – e em especial a partir das Olimpíadas de 1984 – tem um peso histórico
e simbólico muito grande e por isso inicio a abordagem olímpica em 1984 e
finalizo em 2012. Também como na pesquisa anterior, a tabela está organizada
por modalidades de competição e tipos de medalha.
Análise:
Os
Estados Unidos acumularam, nos últimos oito Jogos Olímpicos, 38 medalhas advindas
da ginástica feminina. Dessas, 26% foram de ouro, 42% de prata e 32% de bronze.
A despeito de a primeira medalha olímpica da GAF norte-americana ter vindo nos
Jogos de Londres em 48 (bronze por equipes), foram as Olimpíadas de 1984, em
Los Angeles, que marcaram o inicio da “Pax-Americana” na ginástica. Nesses
jogos,o país conquistou seu primeiro ouro com Mary Lou Retton no individual
geral, além da prata por equipe e outras seis medalhas por aparelhos, incluindo
um ouro nas barras com Julianne McNamara. Porém, nessa década, a ginástica
americana ainda não estava consolidada no cenário mundial, tendo um desempenho
tímido em Seul-1988 (apenas um bronze).
Estados Unidos acumularam, nos últimos oito Jogos Olímpicos, 38 medalhas advindas
da ginástica feminina. Dessas, 26% foram de ouro, 42% de prata e 32% de bronze.
A despeito de a primeira medalha olímpica da GAF norte-americana ter vindo nos
Jogos de Londres em 48 (bronze por equipes), foram as Olimpíadas de 1984, em
Los Angeles, que marcaram o inicio da “Pax-Americana” na ginástica. Nesses
jogos,o país conquistou seu primeiro ouro com Mary Lou Retton no individual
geral, além da prata por equipe e outras seis medalhas por aparelhos, incluindo
um ouro nas barras com Julianne McNamara. Porém, nessa década, a ginástica
americana ainda não estava consolidada no cenário mundial, tendo um desempenho
tímido em Seul-1988 (apenas um bronze).
Contudo,
a partir da década de 1990, os Estados Unidos de fato se estabeleceram como contender nas edições dos Jogos
subsequentes, garantindo resultados muito robustos. Para se ter uma ideia desse
crescimento, as seleções desse país vêm conquistando, ininterruptamente,
medalhas olímpicas por equipe desde 1992; nesse meio tempo, testemunhamos
tradicionais equipes ficaremfora do pódio por equipes, como China e Rússia,
enquanto os EUA não perderam nenhum pódio! Foram duas vezes campeãs olímpicas
(1996 e 2012), além de conquistar duas pratas e mais dois bronzes. Isso prova a
capacidade americana de formar boas e competitivas equipes com nível técnico
pareado ou superior aos dos principais times do mundo.
a partir da década de 1990, os Estados Unidos de fato se estabeleceram como contender nas edições dos Jogos
subsequentes, garantindo resultados muito robustos. Para se ter uma ideia desse
crescimento, as seleções desse país vêm conquistando, ininterruptamente,
medalhas olímpicas por equipe desde 1992; nesse meio tempo, testemunhamos
tradicionais equipes ficaremfora do pódio por equipes, como China e Rússia,
enquanto os EUA não perderam nenhum pódio! Foram duas vezes campeãs olímpicas
(1996 e 2012), além de conquistar duas pratas e mais dois bronzes. Isso prova a
capacidade americana de formar boas e competitivas equipes com nível técnico
pareado ou superior aos dos principais times do mundo.
Quando
se trata do Individual Geral, que é a final mais prestigiada da ginástica, o
resultando também é prodigioso. Ao todo os EUA formaram quatro campeãs
olímpicas nessa competição: Mary Lou Retton (1984), Carly Patterson (2004),
Nastia Liukin (2008) e Gabrielle Douglas (2012); perceba que há um monopólio
absoluto de ginastas estadunidenses ganhando o AA nas três últimas edições dos
Jogos. Definitivamente, vencer três AA olímpicos consecutivos não é para
qualquer um. Não podemos esquecer também da ‘dobradinha’ americana em Pequim,
com Nastia Liukin e Shawn Johnson nos primeiro e segundo lugares,
respectivamente, o que eu considero como o ápice americano até hoje nessa
modalidade. Assim, constata-se que os EUA detêm 50% das ginastas mais completas
nas últimas oito Olimpíadas. Além disso, eles arquivam outras duas medalhas de
prata nessas finais.
se trata do Individual Geral, que é a final mais prestigiada da ginástica, o
resultando também é prodigioso. Ao todo os EUA formaram quatro campeãs
olímpicas nessa competição: Mary Lou Retton (1984), Carly Patterson (2004),
Nastia Liukin (2008) e Gabrielle Douglas (2012); perceba que há um monopólio
absoluto de ginastas estadunidenses ganhando o AA nas três últimas edições dos
Jogos. Definitivamente, vencer três AA olímpicos consecutivos não é para
qualquer um. Não podemos esquecer também da ‘dobradinha’ americana em Pequim,
com Nastia Liukin e Shawn Johnson nos primeiro e segundo lugares,
respectivamente, o que eu considero como o ápice americano até hoje nessa
modalidade. Assim, constata-se que os EUA detêm 50% das ginastas mais completas
nas últimas oito Olimpíadas. Além disso, eles arquivam outras duas medalhas de
prata nessas finais.
Já
no que se refere às finais por aparelho, essas foram as finais que mais
renderam campeãs para os EUA juntamente com o AA (40% cada), além de ser, de
longe, a competição que mais rendeu medalhas olímpicas ao país: 65,7% das
medalhas conquistadas foram no EF. Pode-se apontar a trave de equilíbrio como o
aparelho em que as americanas mais se destacaram em olimpíadas quando se
considera o total de medalhas conquistadas por cada aparelho:oito medalhas,
enquanto o solo e as barras levaram as americanas a subir no pódio por sete
vezes cada; o salto rendeu três pódios. Adicionalmente, o aparelho que mais
glorificou as americanas foi a trave (dois títulos), seguida do solo e das
barras, cada um com um ouro. Ainda
não tivemos uma campeã olímpica de salto competindo pelos EUA.
no que se refere às finais por aparelho, essas foram as finais que mais
renderam campeãs para os EUA juntamente com o AA (40% cada), além de ser, de
longe, a competição que mais rendeu medalhas olímpicas ao país: 65,7% das
medalhas conquistadas foram no EF. Pode-se apontar a trave de equilíbrio como o
aparelho em que as americanas mais se destacaram em olimpíadas quando se
considera o total de medalhas conquistadas por cada aparelho:oito medalhas,
enquanto o solo e as barras levaram as americanas a subir no pódio por sete
vezes cada; o salto rendeu três pódios. Adicionalmente, o aparelho que mais
glorificou as americanas foi a trave (dois títulos), seguida do solo e das
barras, cada um com um ouro. Ainda
não tivemos uma campeã olímpica de salto competindo pelos EUA.
A
partir da análise e interpretação desses dados, é evidente a evolução dos
resultados americanos em Olimpíadas a partir dos Jogos de Los Angeles. Veja:
partir da análise e interpretação desses dados, é evidente a evolução dos
resultados americanos em Olimpíadas a partir dos Jogos de Los Angeles. Veja:
1
– Década de 80: dois ouros/ nove medalhas no total
– Década de 80: dois ouros/ nove medalhas no total
2
– Década de 90: dois ouros/ dez medalhas no total;
– Década de 90: dois ouros/ dez medalhas no total;
3
– Década de 2000: SEIS ouros/ DEZENOVE medalhas no total. (triplicaram o número
de ouros e quase duplicaram o somatório geral).
– Década de 2000: SEIS ouros/ DEZENOVE medalhas no total. (triplicaram o número
de ouros e quase duplicaram o somatório geral).
Há
de se observar que contabilizei os resultados de três olimpíadas nas décadas de
90 (92-96-00) e 2000 (04-08-12) e apenas duas na década de 80 (84-88). Mas isso
não tem nenhum impacto nessa análise, visto que, devido ao boicote
norte-americano aos Jogos de Moscou em 1980, não há nenhuma medalha a ser
contabilizada em favor dos EUA nessa edição.
de se observar que contabilizei os resultados de três olimpíadas nas décadas de
90 (92-96-00) e 2000 (04-08-12) e apenas duas na década de 80 (84-88). Mas isso
não tem nenhum impacto nessa análise, visto que, devido ao boicote
norte-americano aos Jogos de Moscou em 1980, não há nenhuma medalha a ser
contabilizada em favor dos EUA nessa edição.
Desse
modo, fica mais uma vez claro que os Estados Unidos vêm numa crescente,
intensificada nos anos 2000, ao ter conquistado diversos títulos e resultados
expressivos nas duas principais competições desse esporte. E se ainda não pode
ser considerado a principal potência desse esporte, está inegavelmente se
encaminhando para o ser. Essa foi a primeira demonstração dessa conclusão
(Variável I). A seguir, encaminho a verificação para a análise da estrutura
interna do esporte nos EUA, que envolve modelos de treinamento, envolvimento do
governo e do público com o esporte, estrutura física dos clubes, etc. (Variável
II).
modo, fica mais uma vez claro que os Estados Unidos vêm numa crescente,
intensificada nos anos 2000, ao ter conquistado diversos títulos e resultados
expressivos nas duas principais competições desse esporte. E se ainda não pode
ser considerado a principal potência desse esporte, está inegavelmente se
encaminhando para o ser. Essa foi a primeira demonstração dessa conclusão
(Variável I). A seguir, encaminho a verificação para a análise da estrutura
interna do esporte nos EUA, que envolve modelos de treinamento, envolvimento do
governo e do público com o esporte, estrutura física dos clubes, etc. (Variável
II).
Segunda parte do artigo de Fabiano Araújo “Domínio estadunidense na ginástica artística feminina?”. Colaborou Stephan Nogueira.