VÍDEOS DE DESTAQUE – Matthias Fahrig
13 de março de 2014Copa do Mundo de Ginástica – Etapa de Cottbus – Análise e resultados 1º dia
15 de março de 2014Sétima parte da série “O que a ginástica reserva para 2014”.
ITÁLIA
Tea Ugrin
Liderando a equipe júnior italiana durante boa parte do ano de 2013 (sobretudo após o afastamento, por motivo de lesão, de Enus Mariani, que segue sem data marcada para voltar a competir), Tea é uma das muitas jovens promessas de seu país para Nanning, e que devem seguir até os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro no final deste ciclo. Grande destaque no Nacional Adulto disputado na cidade de Ancona em maio, superou ginastas como Elisa Meneghini e Giorgia Campana para alcançar o título do individual geral ao somar expressivos 56.300 pontos e abrir uma vantagem de quase um ponto sobre a segunda colocada; nas finais por aparelho, assegurou mais duas medalhas, o ouro no solo e o bronze na trave. Entretanto, acabou por decepcionar em sua mais aguardada participação internacional, deixando o EYOF com apenas um bronze (paralelas).
Martina Rizzelli
Integrante da equipe de Brixia, que é comandada por Enrico Casella e referência em infraestrutura e nível técnico na Itália, Martina é a atual campeã europeia nas barras e chega à seleção adulta como importante adição no salto, contribuindo com um DTY bastante eficiente. Embora ainda seja considerada uma especialista, em 2013 já apresentava potencial para upgrades interessantes em seus aparelhos menos competitivos, trave (dupla pirueta e meia de saída) e solo (Tsukahara e outros dois duplos), sendo uma ginasta de boa explosão e variedade de elementos acrobáticos. No Campeonato Nacional em maio, foi quarta colocada, mostrando regularidade para a disputa individual geral.
Lara Mori
Vanessa Ferrari atualmente apresenta como seus pontos fortes a trave e o solo. O solo, que lhe rendeu uma medalha de prata no Mundial de 2013 e um bronze em 2006, tem como ponto de partida um duplo com dupla que recebe o valor máximo no código feminino. A ginasta explosiva mantém a força na sua segunda diagonal, um complexo tsukahara grupado seguido de um mortal para trás, que bonifica em dois décimos. Após mais duas passadas com duplos e saltos ginásticos de alto valor de dificuldade(entre eles um cadete com meia pirueta e pé na cabeça que recebe seu nome),sua nota de dificuldade alcança impressionantes 6,3. Caso a ginasta italiana tire da manga seu duplo giro em Y (Memmel), que foi realizado em algumas competições nacionais em 2012, sua nota pode aumentar em ainda mais um décimo, colocando-a novamente como uma das favoritas ao pódio no Mundial desse ano nesse aparelho. Seu ponto fraco é a execução dos saltos ginásticos de alto grau de dificuldade, que dependendo do nível de rigidez da arbitragem acaba por não serem considerados. Na trave, Vanessa tem uma série bastante inteligente e totalmente atualizado ao atual código, mas peca um pouco na execução dos saltos ginásticos que exigem arqueamento, mas com um número considerável de boas ligações, sua nota D alcança os mesmos 6.3 quando tudo é validado. Nas barras Ferrari também não decepciona, realizando uma série não muito limpa mas esperta, por ser extremamente compacta e terem menos elementos pra sofrerem descontos do que a média das séries atuais. A sequência-destaque da série é um giro gigante na cubital com pirueta,seguido do mesmo giro com a pirueta em apenas um braço e um jaeger afastado pra terminar,dando dois décimos de bônus .A ginasta alcança humildes 5.6 de dificuldade nesse aparelho com sua série habitual, mas tirando dos treinos a largada Comaneci, sua nota D pode aumentar pra 5.9. No salto a atleta realiza um simples e mal executado yurchenko com pirueta e meia, já tendo realizado um DTY a algum tempo atrás.
Elisa Meneghini
Elisa foi a principal promessa da Itália para o ano passado. Competiu bem em competições nacionais e no Campeonato Europeu, mas acabou sendo poupada do Mundial devido a uma lesão e devido também ao fato de ser uma ginasta muito importante para a Itália esse ano. No ano passado foi finalista de trave e 7ª colocada na final do individual geral no Campeonato Europeu. No Campeonato Nacional, Meneghini foi medalha de prata, ficando atrás apenas da estreante Tea Ugrin. Seu ponto forte é a trave, onde comumente soma acima de 14 pontos. Nos outros aparelhos possui uma certa regularidade, com notas entre 13.500 e 14 pontos. Recuperada da lesão, Meneghini aparentemente tem condições de evoluir sua ginástica. Apresentando a regularidade frequente, será peça importante para a classificação italiana no Mundial.
Carlotta Ferlitto, Francesca Deagostini, Giorgia Campana, Elizabetta Preziosa e Erika Fasana também são ginastas muito competentes para a equipe. Em fevereiro competiram em um campeonato na Itália e apresentaram séries bem interessantes, como essa série de Erika Fasana no solo.
Em uma entrevista feita em janeiro, o treinador nacional Enrico Casella definiu alguns objetivos específicos que as ginastas italianas devem aprender. Eles são:
Salto
– aprender yurchenko com pirueta e meia ou dupla
Paralela
– todas as ginastas devem usar luvas
– aprender novas largadas
Trave
– aprender séries de 3 elementos com rebote
– aprender um elemento de grande dificuldade, como pirueta parada, mortal esticado ou flic com pirueta.
Solo
– aprender 3 passadas difíceis (duplo esticado, duplo para frente, tripla pirueta, tsukahara, duplo twist, sequência de dupla pirueta e meia + pirueta para frente
– criar uma performance artísrtica
Os objetivos são bem inteligentes e com certeza são capazes de manter a Itália entre as 8 melhores equipes do mundo.
Texto de Cedrick Willian, Bernardo Abdo e Stephan Nogueira.
Foto: Thomas Schereyer
Esse é o sétimo texto de 2013/2014 da série ” O que a ginástica reserva”. Todo fim de ano faremos postagens sobre os maiores nomes que competirão no ano seguinte. O último texto será exclusivamente escrito sobre ginastas do Brasil.