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4 de março de 2018Estreando na categoria adulta, e em sua primeira competição internacional na nova categoria, a ginasta Isabel Barbosa conquistou duas pratas nas finais de trave e solo da Copa do Mundo de Ginástica, etapa de Melbourne na Austrália. Competindo contra australianas e chinesas – as ginastas mais fortes da competição -, Isabel somou 12,600 e 12,600 na trave e solo respectivamente.
Na trave perdeu 0.3 de bônus da nota máxima que poderia alcançar. Validando todas as sequências e elementos que a série propõe, atualmente pode chegar a 5.3. Já no solo, não teve um dos saltos de dança validados, uma cortada com pirueta, e poderia ter aumentado em 0.1 sua nota final. Apesar de pequena, Isabel é forte e tem linhas bonitas, com saltos de dança de boa amplitude, podendo explorar ainda mais essa particularidade.
Os ginastas brasileiros Gustavo Polato e Luís Porto também competirem em Melbourne mas apenas Luís conseguiu se classificar para as finais: se classificou em terceiro lugar para a final de salto sobre a mesa com média de 14.199 e terminou em quinto lugar com média 14.016. Poderia também ter se classificado para a final de solo, onde tem uma boa série, mas alguns erros de aterrissagens, principalmente na sua última acrobacia (um duplo esticado), foram responsáveis pela nota de execução baixa que comprometeu a final.
Na competição masculina, o destaque maior foi para os chineses, que conquistaram ouro e prata nas argolas e paralela, e mais uma prata no solo. Japão ficou com o ouro na barra fixa e no solo além de dois bronzes, um no salto e outro nas argolas. Destaque para o chinês Yue Ma nas argolas, com série difícil e muito cravada, e para o japonês Hitaka Miyachi na barra fixa, que executou uma série com largadas excelentes, tanto em execução como em altura, além de uma saída cravada.
Na competição feminina, o destaque também foi chinês: Du Siyu e Chen Yile, principais revelações chinesas para esse ano, não decepcionaram: Yile foi ouro na trave e prata nas assimétricas enquanto Siyu foi ouro nas assimétricas e bronze na trave. O ouro no solo foi conquistado pela australiana Alexandra Eade e o ouro no salto pela eslovena Kysslef Tjasa.
O trabalho de Mihai Brestyan na Austrália é questionado, já que, aparentemente, ainda não mostra resultados expressivos. Fato é que o treinador não se mudou para a Austrália: ele possui um clube nos Estados Unidos, onde continua sendo treinador. O trabalho que ele presta para a Austrália é à longa distância, de consultoria, e os encontros na Austrália são esporádicos. Independente da distância, é preciso dar tempo ao tempo para que o trabalho se desenvolva da nova forma: é complicado esperar resultados expressivos e tão imediatistas – tem um ano que a parceria começou!
É o mesmo caso do novo formato que o Brasil tenta erguer atualmente: precisa de tempo e muito trabalho para encontrar o caminho novo pelo qual a ginástica brasileira vai seguir nos próximos anos. Paciência é necessária para conseguir abandonar o velho e o novo aconteça. Se nas primeiras dificuldades e necessidades a saída for correr para o modo antigo novamente, a evolução nunca vai acontecer. As conquistas de Isabel, do Clube Pinheiros, podem ser um marco de um novo início da ginástica feminina do Brasil.
Confira os resultados completos da competição: http://gymnasticsworldcup.com.au/results .
Post de Cedrick Willian
Foto: Ivan Ferreira – Melogym / Gym Blog Brazil
Mais vídeos da competição no canal Marcos GymArt