A nova gestão da ginástica
18 de outubro de 2019Whitlock entra na equipe olímpica?
24 de maio de 2021dos ginastas selecionados para o último camp – que funcionará como um trials
-, podemos imaginar uma prévia do que será a equipe olímpica. Com notas muito
boas em um nacional que normalmente tem juízes rígidos, a China se mostra como
uma potência maior em Tóquio do que a que foi no Rio.
Lu Yufei
Zhang Jin
Li Shijia
Tan Xijing
He Licheng
Ou Yushan
Wei Xiaoyuan
Luo Rui
Liu Tingting
Chen Yile
Qi Qi
Fan Yilin (vaga nominal)
Guan Chenchen
Sun Xinyi
Xijing e Li Shijia. Lu Yufei apresentou una maturidade incrível nesse
nacional, com a melhor consistência de sua carreira. A ginastas é sênior desde 2015 e finalmente terá sua oportunidade. Li Shijia não é só uma
all-arounder: pode ser finalista e medalhista de trave. Tan Xinjing contribui
nos quatro aparelhos e foi medalhista de prata em Stuttgart, indo pra Tóquio
com as mesmas chances. Ou Yushan, apesar da baixa performance, está voltando
de lesão e, por isso, o que apresentou já foi muito bom e com certeza vai
melhorar: a ginasta tem mais 2 meses para acertar os detalhes.
Lu
Yufei no solo: https://youtu.be/tsO_cKrqSxk
Tan Xijing nas barras: https://youtu.be/-I-wH-n1WLo
Li Shijia na trave: https://youtu.be/kjxzSAyx-Ek
Ou Yushan no solo: https://youtu.be/v72lo_O7J1c
Essa equipe é, sem dúvidas, candidata a prata na luta contra russas e, correndo por fora, britânicas e italianas. No Mundial de 2019, teria sido prata tranquilamente e até brigado
pelo ouro contra as americanas. A delegação ainda pode contar com Guan
Chenchen, que seria a quinta ginasta da China e forte candidata a uma final de
trave. Os país ainda concorre à medalhas nas assimétricas com Fan Yilin, que
tem vaga nominal.
Fan Yilin nas barras: https://youtu.be/hOpgZhbWXZU
Guan Chenchen na trave: https://youtu.be/6IEJ_0kmaSQ
No masculino, os ginastas convocados foram:
Xiao Ruoteng
Sun Wei
Lin Chaopan
Deng Shudi
Zhang Boheng
Zou Jingyuan
Liu Yang
You Hao
Weng Hao
Huang Mingqi
Lan Xingyu
Yin Dehang
É possível que a equipe conte com Zhang Boheng, Xiao Ruoteng, Li Chaopan e Zou
Jingyuan. Boheng, de 23 anos, fez uma competição excelente, ficando em segundo
lugar no nacional. Apresentou uma sequência linda de pirueta + duplo carpado
no solo e um cassina nas barras, somando notas muito altas em todos os
aparelhos. Xiao Ruoteng está saltando tripla e meia pra aumentar ainda mais
seu individual geral e concorrer ao ouro em Tóquio. Li Chaopan garante seu
lugar na equipe pontuando no salto, paralela e com chance de final de barra fixa. Sun Wei
não deve entrar na equipe, mas pode ir como reserva. No nacional, Wei ficou fora de todas as
finais por aparelhos; enquanto isso, Zou Jingyuan tem dificuldade e execução
impecável nas barras paralelas e é, hoje, o principal candidato ao ouro
olímpico – basta acertar a série. Jingyuan ainda tem argolas e cavalo
excelentes: foi finalista mundial de cavalo com alças em 2019, terminando em
4º lugar.
Boheng no solo: https://youtu.be/jv7SVfFWI-E
Ruoteng no salto: https://youtu.be/jiry7LLJwdI
Chaopan na barra fixa: https://youtu.be/REMAF8Ron34
Jingyuan na paralela: https://youtu.be/gfCRvAupfLM
A China ainda tem uma quinta vaga que provavelmente vai para algum
especialista. Liu Yang nas argolas (90 pontos, 1º lugar), Weng Hao no cavalo
(85 pontos, 2º lugar) e You Hao na paralela (85 pontos, 1º lugar) estão quase
garantindo uma vaga nominal através das Copas do Mundo. Fica
uma questão: será que Doha vai acontecer? Existe alguma questão que poderia
influenciar no cancelamento ou execução desse campeonato? Sem a vaga nominal, seria mais viável levar Weng Hao no cavalo com alças. As chances
de medalha dele no cavalo talvez sejam maiores do que a de Yang e Hao em suas
respectivas especialidades.
Yan nas argolas: https://youtu.be/nObN8KvpV2I
Weng Hao no cavalo: https://youtu.be/ej3DZJ–RTU
Hao na paralela: https://youtu.be/GPEcH_K3vlE
A disputa contra o Japão, que vai
confortavelmente competir em casa, será forte. Os japoneses já tem equipe
definida mas, mesmo assim, a China continua sendo candidata ao ouro no
masculino, ainda mais sem a presença de Arthur Dalaloyan 100% saudável na
equipe russa. Independente da equipe campeã, essa final provavelmente será uma
das melhores de assistir nos Jogos Olímpicos.
E essa também será a
chance da China se redimir do “fiasco” dos Jogos do Rio. Em 2016, as
conquistas da China não passaram de 2 bronzes por equipes. Esse ano tem tudo
para ser diferente: a qualidade e o talento das duas equipes aumentam consideravelmente a
possível conquistas de medalhas individuais, com proporções bem maiores do que
vimos nos últimos Jogos Olímpicos.
Texto: Cedrick Willian
Foto: Sportsphoto.cn